Links

ARQUITETURA E DESIGN




Imagens gerais de Macau (1818 e 2006)


Mapa da Evolu莽茫o Urbana de Macau: 1912 a 2004





Largo do Lilau e Casa do Mandarim (Centro Hist贸rico, Patrim贸nio Mundial da Humanidade, UNESCO)


Templo de A-M谩 em Macau (Centro Hist贸rico, Patrim贸nio Mundial da Humanidade, UNESCO)


Igreja de Santo Agostinho (Centro Hist贸rico, Patrim贸nio Mundial da Humanidade, UNESCO)


Igreja e e Semin谩rio de S. Jos茅 (Centro Hist贸rico, Patrim贸nio Mundial da Humanidade, UNESCO)


Largo do Leal Senado (Centro Hist贸rico, Patrim贸nio Mundial da Humanidade, UNESCO)


Exemplos de ruas em Macau (ruas geralmente de com茅rcio e mercados)





Exemplos de ruas 鈥渟em sa铆da鈥 em Macau (ruas geralmente usadas como extens茫o das casas)


Exemplo de densifica莽茫o habitacional na zona Norte de Macau


Exemplo de 鈥淒isneyitis鈥 em Macau (Fishermans Wharf)


Exemplo de 鈥淒isneyitis鈥 em Macau (Torre de Macau)


Pavimento do Largo do Leal Senado em cal莽ada Portuguesa

Outros artigos:

2024-07-14


SIZA: O SUJEITO ENTRE VERBOS, NA FUNDA脟脙O CALOUSTE GULBENKIAN


2024-05-22


EXOUSIA 鈥 脡 POSS脥VEL, 脡 PERMITIDO...MAS N脙O, N脙O PODE


2024-04-13


P脕DUA RAMOS: DA ARQUITETURA AO DESIGN


2024-02-26


NO LUGAR DE UMA JANELA, NASCEU UMA PORTA


2024-01-21


TERCEIRO ANDAR DE LUCIANA FINA OU DESTINA脟脙O (EST)脡TICA


2023-11-02


A PROP脫SITO DE ONDE VAMOS MORAR? 鈥 CICLO DE CINEMA POR ANDY RECTOR


2023-09-11


CARTOGRAFIA DO HORIZONTE: DO TERRIT脫RIO AOS LUGARES


2023-08-05


O ESTALEIRO, O LABORAT脫RIO, A SUA CAIXA E O CAVALETE DELA


2023-06-01


UMA CIDADE CONSTRU脥DA PARA O CONSUMO: DA L脫GICA DO MERCADO 脌 DISNEYFICA脟脙O DA CIDADE


2023-04-30


ESCUTAR, UMA VEZ MAIS, GR脗NDOLA 鈥 OPERA脟脙O SAAL DE VALE PEREIRO


2023-04-03


NOTAS SOBRE UM ARQUITECTO ARTIFICIALMENTE INTELIGENTE


2023-02-24


MUSEU DA PAISAGEM. AS POSSIBILIDADES INFINITAS DE LER E REINTERPRETAR O TERRIT脫RIO


2023-01-30


A DIVERSIDADE NA HABITA脟脙O DAS CLASSES LABORIOSAS, OS HIGIENISTAS E O CASO DA GRA脟A


2022-12-29


HABITAR: UM MANIFESTO SECRETO


2022-11-23


JONAS AND THE WHOLE


2022-10-16


CASA PAISAGEM OU UM PRES脡PIO ABERTO


2022-09-08


ENTREVISTA A ANA CATARINA COSTA, FRANCISCO ASCENS脙O, JO脙O PAUP脡RIO E MARIA REBELO


2022-08-11


ENTREVISTA A JOS脡 VELOSO, ARQUITETO DA OPERA脟脙O SAAL DA MEIA-PRAIA


2022-07-11


TERRA, TRIENAL DE ARQUITETURA DE LISBOA 2022. ENTREVISTA A CRISTINA VER脥SSIMO E DIOGO BURNAY


2022-05-31


OH, AS CASAS, AS CASAS, AS CASAS...


2022-04-23


A VIAGEM ARQUITET脫NICA COMO ENCONTRO: DA (RE)DESCOBERTA 脌 (DES)COBERTA DAS ORIGENS


2022-03-29


PODER脕 O PATRIM脫NIO SER EMANCIPAT脫RIO?


2022-02-22


EM V脙O: FECHA-SE UMA PORTA PARA QUE UMA JANELA FENOMENOL脫GICA SE ABRA


2022-01-27


SOBRE A 'EST脡TICA DO CONHECIMENTO': UMA LEITURA DA PEDAGOGIA DE BAUKUNST


2021-12-29


CALL FOR ARCHITECTS


2021-11-27


DE QUE ME SERVE SER ARQUITECTA?


2021-10-26


'OS CAMINHOS DA 脕GUA'


2021-09-30


A ARQUITETURA PORTUGUESA: O TRAJETO DO S脡CULO XX E DESAFIOS DO S脡CULO XXI


2021-08-22


CERAMISTAS E ILUSTRADORES: UMA RESID脢NCIA EM VIANA DO ALENTEJO


2021-07-27


COMPREENS脙O DA CIDADE DO PORTO AT脡 AO S脡CULO XX


2021-06-20


O ANTECEDENTE CULTURAL DO PORTO NA TRANSI脟脙O PARA O S脡CULO XXI


2021-05-12


JO脙O NISA E AS 'PRIMEIRAS IMPRESS脮ES DE UMA PAISAGEM'


2021-02-16


A ORDEM INVIS脥VEL DA ARQUITECTURA


2021-01-10


SURENDER, SURENDER


2020-11-30


AS MULHERES NO PRIVATE PRESS MOVEMENT: ESCRITAS, LETRAS DE METAL E CHEIRO DE TINTA


2020-10-30


DES/CONSTRU脟脙O - OS ESPACIALISTAS EM PRO(EX)CESSO


2020-09-19


'A REALIDADE N脙O 脡 UM DESENCANTO'


2020-08-07


FORA DA CIDADE. ARTE E LUGAR


2020-07-06


METROPOLIS, WORLD CITY & E.P.C.O.T. - AS VIS脮ES PARA A CIDADE PERFEITA IMAGINADAS POR GILLETTE, ANDERSEN E DISNEY


2020-06-08


DESCONFI(N)AR, O FUTURO DA ARQUITECTURA E DAS CIDADES


2020-04-13


UM PRESENTE AO FUTURO: MACAU 鈥 DI脕LOGOS SOBRE ARQUITETURA E SOCIEDADE


2020-03-01


R2/FABRICO SUSPENSO: ITINER脕RIOS DE TRABALHO


2019-12-05


PR脕TICAS P脫S-NOST脕LGICAS / POST-NOSTALGIC KNOWINGS


2019-08-02


TEMPOS MODERNOS, CER脗MICA INDUSTRIAL PORTUGUESA ENTRE GUERRAS


2019-05-22


ATELIER FALA - ARQUITECTURA NA CASA DA CERCA


2019-01-21


VICARA: A EST脡TICA DA NATUREZA


2018-11-06


PARTE II - FOZ VELHA E FOZ NOVA: PATRIM脫NIO CLASSIFICADO (OU NEM POR ISSO)


2018-09-28


PARTE I - PORTO ELEITO TR脢S VEZES O MELHOR DESTINO EUROPEU: PATRIM脫NIO AMEA脟ADO PARA UNS, RENOVADO PARA OUTROS. PARA INGL脢S (N脙O) VER


2018-08-07


PAULO PARRA 鈥 鈥淯MA TRAJECT脫RIA DE VIDA鈥 NA GALERIA ROCA LISBON


2018-07-12


DEPOIS, A HISTÓRIA: GO HASEGAWA, KERSTEN GEERS, DAVID VAN SEVEREN


2018-05-29


NU LIMITE


2018-04-18


POLAROID


2018-03-18


VICO MAGISTRETTI NO DIA DO DESIGN ITALIANO


2018-02-10


GALERIA DE ARQUITETURA


2017-12-18


RHYTHM OF DISTANCES: PROPOSITIONS FOR THE REPETITION


2017-11-15


SHAPINGSHAPE NA BIENAL DA MAIA


2017-10-14


O TEATRO CARLOS ALBERTO DIALOGA COM A CIDADE: PELA M脙O DE NUNO LACERDA LOPES


2017-09-10


鈥淰INTE E TR脢S鈥. AUS脢NCIAS E APARI脟脮ES NUMA MOSTRA DE JOALHARIA IBEROAMERICANA PELA PIN ASSOCIA脟脙O PORTUGUESA DE JOALHARIA CONTEMPOR脗NEA


2017-08-01


23 鈥 JOALHARIA CONTEMPOR脗NEA NA IBERO-AM脡RICA


2017-06-30


PASSAGENS DE SERRALVES PELO TERMINAL DE CRUZEIROS DO PORTO DE LEIX脮ES


2017-05-30


EVERYTHING IN THE GARDEN IS ROSY: AS PERIFERIAS EM IMAGENS


2017-04-18


鈥溍丷VORE鈥 (2002), UMA OBRA COM A AUTORIA EM SUSPENSO


2017-03-17


脕LVARO SIZA : VIS脮ES DA ALHAMBRA


2017-02-14


鈥淣脙O TOCAR鈥: O NOVO MUSEU DO DESIGN EM LONDRES


2017-01-17


MAXXI ROMA


2016-12-10


NOTAS SOBRE ESPA脟O E MOVIMENTO


2016-11-15


X BIAU EM S脙O PAULO: JO脙O LU脥S CARRILHO DA GRA脟A 脌 CONVERSA COM PAULO MENDES DA ROCHA E EDUARDO SOUTO DE MOURA


2016-10-11


CENAS PARA UM NOVO PATRIM脫NIO


2016-08-31


DREAM OUT LOUD E O DESIGN SOCIAL NO STEDELIJK MUSEUM


2016-06-24


MAT脡RIA-PRIMA. UM OLHAR SOBRE O ARQUIVO DE 脕LVARO SIZA


2016-05-28


NA PEGADA DE LE CORBUSIER


2016-04-29


O EFEITO BREUER 鈥 PARTE 2


2016-03-24


O EFEITO BREUER - PARTE 1


2016-02-16


GEORGE BEYLERIAN CELEBRA O DESIGN ITALIANO COM LAN脟AMENTO DE 鈥淒ESIGN MEMORABILIA鈥


2016-01-08


RESOLU脟脮ES DE ANO NOVO PARA A ARQUITETURA E DESIGN EM 2016


2015-11-30


BITTE LEBN. POR FAVOR, VIVE.


2015-10-30


A FORMA IDEAL


2015-09-14


DOS FANTASMAS DE SERRALVES AO CLIENTE COMO ARQUITECTO


2015-08-01


鈥淓XTRA ORDINARY鈥 - JOVENS DESIGNERS EXPLORAM MATERIAIS, PRODUTOS E PROCESSOS


2015-06-25


PODE A TIPOGRAFIA AJUDAR-NOS A CRIAR EMPATIA COM OS OUTROS?


2015-05-20


BIJOY JAIN, STUDIO MUMBAI


2015-04-14


O FIM DA ARQUITECTURA


2015-03-12


TESOURO, MIST脡RIO OU MITO? A ESCOLA DO PORTO EM TR脢S EXPOSI脟脮ES (PARTE II/II)


2015-02-11


TESOURO, MIST脡RIO OU MITO? A ESCOLA DO PORTO EM TR脢S EXPOSI脟脮ES (PARTE I/II)


2015-01-11


ESPECTADOR


2014-12-09


ARQUITECTAS: ENSAIO PARA UM MANUAL REVOLUCION脕RIO


2014-11-10


A MARCA QUE TEM O MEU NOME


2014-10-04


NEWS FROM VENICE


2014-09-08


A INCONSCI脢NCIA DE ZENO. M脕QUINAS DE SUBJECTIVIDADE NO SUPERSTUDIO*


2014-07-30


ENTREVISTA A JOS脡 ANT脫NIO PINTO


2014-06-17


脥NDICES, LISTAGENS E DIAGRAMAS: the world is all there is the case


2014-05-15


FILME COMO ARQUITECTURA, ARQUITECTURA COMO AUTOBIOGRAFIA


2014-04-14


O MUNDO NA M脙O


2014-03-13


A CASA DA PORTA DO MAR


2014-02-13


O VERNACULAR CONTEMPOR脗NEO


2014-01-07


P脫S-TRIENAL 2013 [RELA脟脮ES INST脕VEIS ENTRE EVENTOS, ARQUITECTURAS E CIDADES]


2013-11-12


UMA SUBTIL INTERFER脢NCIA: A MONTAGEM DA EXPOSI脟脙O 鈥淔ERNANDO T脕VORA: MODERNIDADE PERMANENTE鈥 EM GUIMAR脙ES OU UMA EXPOSI脟脙O TEMPOR脕RIA NUMA ESCOLA EM PLENO FUNCIONAMENTO


2013-09-24


DESIGN E DELITO


2013-08-12


鈥淣ADA MUDAR PARA QUE TUDO SEJA DIFERENTE鈥: CONVERSA COM BEYOND ENTROPY


2013-08-11


鈥淐HANGING NOTHING SO THAT EVERYTHING IS DIFFERENT鈥: CONVERSATION WITH BEYOND ENTROPY


2013-07-04


CORTA MATO. Design industrial do ponto de vista do utilizador


2013-05-20


V脥TOR FIGUEIREDO: A MIS脡RIA DO SUP脡RFLUO


2013-04-02


O DESIGNER SOCIAL


2013-03-11


DRESS SEXY AT MY FUNERAL: PARA QUE SERVE A BIENAL DE ARQUITECTURA DE VENEZA?


2013-02-08


O CONSUMIDOR EMANCIPADO


2013-01-08


SOBRE-QUALIFICA脟脙O E REBUSCO


2012-10-29


鈥淩EGIONALISM REDIVIVUS鈥: UM OUTRO OLHAR SOBRE UM TEMA PERSISTENTE


2012-10-08


LEVINA VALENTIM E JOAQUIM PAULO NOGUEIRA


2012-10-07


HOMENAGEM A ROBIN FIOR (1935-2012)


2012-09-08


A PROMESSA DA ARQUITECTURA. CONSIDERA脟脮ES SOBRE A GERA脟脙O POR VIR


2012-07-01


ENTREVISTA | ANDR脡 TAVARES


2012-06-10


O DESIGN DA HIST脫RIA DO DESIGN


2012-05-07


O SER URBANO: UMA EXPOSI脟脙O COMO OBRA ABERTA. NO CAMINHO DOS CAMINHOS DE NUNO PORTAS


2012-04-05


UM OBJECTO DE RONAN E ERWAN BOUROULLEC


2012-03-05


DEZ ANOS DE NUDEZ


2012-02-13


ENCONTROS DE DESIGN DE LISBOA ::: DESIGN, CRISE E DEPOIS


2012-01-06


ARCHIZINES 鈥 QUAL O TAMANHO DA PEQUEN脢S?


2011-12-02


STUDIO ASTOLFI


2011-11-01


TRAMA E EMO脟脙O 鈥 TR脢S DISCURSOS


2011-09-07


COMO COMPOR A CONTEMPLA脟脙O? 鈥 UMA HIST脫RIA SOBRE O PAVILH脙O TEMPOR脕RIO DA SERPENTINE GALLERY E O PROCESSO CRIATIVO DE PETER ZUMTHOR


2011-07-18


EDUARDO SOUTO DE MOURA 鈥 PRITZKER 2011. UMA SISTEMATIZA脟脙O A PROP脫SITO DA VISITA DE JUHANI PALLASMAA


2011-06-03


JAHARA STUDIO


2011-05-05


FALEMOS DE 1 MILH脙O DE CASAS. NOTAS SOBRE O CONCURSO E EXPOSI脟脙O 鈥淎 HOUSE IN LUANDA: PATIO AND PAVILLION鈥


2011-04-04


A PROP脫SITO DA CONFER脢NCIA 鈥淎RQUITECTURA [IN] ]OUT[ POL脥TICA鈥: UMA LEITURA DISCIPLINAR SOBRE A MEDIA脟脙O E A ESPECIFICIDADE


2011-03-09


HUGO MADUREIRA: O ARTISTA-JOALHEIRO


2011-02-07


O QUE MUDOU, O QUE N脙O MUDOU E O QUE PRECISA MUDAR


2011-01-11


nada


2010-12-02


PEQUENO ELOGIO DO ARCAICO


2010-11-02


CABRACEGA


2010-10-01


12陋 BIENAL DE ARQUITECTURA DE VENEZA 鈥 鈥淧EOPLE MEET IN ARCHITECTURE鈥


2010-08-02


ENTREVISTA | FILIPA GUERREIRO E TIAGO CORREIA


2010-07-09


ATYPYK PRODUCTS ARE NOT MADE IN CHINA


2010-06-03


OS PR脫XIMOS 20 ANOS. NOTAS SOBRE OS 鈥淒ISCURSOS (RE)VISITADOS鈥


2010-05-07


OBJECTOS SEM MEDO


2010-04-01


O POTENCIAL TRANSFORMADOR DO EF脡MERO: A PROP脫SITO DO PAVILH脙O SERPENTINE EM LONDRES


2010-03-04


PEDRO + RITA = PEDRITA


2010-02-03


PARA UMA ARQUITECTURA SWISSPORT


2009-12-12


SOU FUJIMOTO


2009-11-10


THE HOME PROJECT


2009-10-01


ESTRAT脡GIA PARA HABITA脟脙O EVOLUTIVA 鈥 脥NDIA


2009-09-01


NA MANGA DE LIDIJA KOLOVRAT


2009-07-24


DA HESITA脟脙O DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR (Parte II)


2009-06-16


DA HESITA脟脙O DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR


2009-05-19


O QUE 脡 QUE SE SEGUE?


2009-04-17


脌 MESA COM SAM BARON


2009-03-24


HIST脫RIAS DE UMA MALA


2009-02-18


NOTAS SOBRE PROJECTOS, ESPA脟OS, VIV脢NCIAS


2009-01-26


OUTONO ESCALDANTE OU LAPSO CR脥TICO? 90 DIAS DE DEBATE DE IDEIAS NA ARQUITECTURA PORTUENSE


2009-01-16


APRENDER COM A PASTELARIA SEMI-INDUSTRIAL PORTUGUESA OU PORQUE 脡 QUE S脫 H脕 UMA RECEITA NO LIVRO FABRICO PR脫PRIO


2008-11-20


脕LVARO SIZA E O BRASIL


2008-10-21


A FORMA BONITA 鈥 PETER ZUMTHOR EM LISBOA


2008-09-18


鈥淒ELIRIOUS NEW YORK鈥 EXPLICADO 脌S CRIAN脟AS


2008-08-15


A ROOM WITH A VIEW


2008-07-16


DEBATER CRIATIVAMENTE A CIDADE: A EXPERI脢NCIA PORTO REDUX


2008-06-17


FOTOGRAFIA DE ARQUITECTURA, DEFEITO E FEITIO


2008-05-14


A PROP脫SITO DA DEMOLI脟脙O DO ROBIN HOOD GARDENS


2008-03-01


AS CORES DA COR


2008-02-02


Notas sobre a produ莽茫o arquitect贸nica portuguesa e sua cartografia na Architectural Association


2008-01-03


TARZANS OF THE MEDIA JUNGLE


2007-12-04


M脷SICA INTERIOR


2007-11-04


O CIRURGI脙O INGL脢S


2007-10-02


N脫S E OS CARROS


2007-09-01


Considera莽玫es sobre Tempo e Limite na produ莽茫o e recep莽茫o da Arquitectura


2007-08-01


A SUBLIMA脟脙O DA CONTEMPORANEIDADE


2007-07-01


UMA MITOLOGIA DE CARNE E OSSO


2007-06-01


O LUGAR COMO ARMADILHA


2007-05-02


ESPA脟OS DE FILMAR


2007-04-02


ARTES DO ESPA脟O: ARQUITECTURA/CENOGRAFIA


2007-03-01


TERRAIN VAGUE 鈥 Notas de Investiga莽茫o para uma Identidade


2007-02-02


ERRARE HUMANUM EST鈥


2007-01-02


QUANDO A CIDADE 脡 TELA PARA ARTE CONTEMPOR脗NEA


2006-12-02


ARQUITECTURA: ESPA脟O E RITUAL


2006-11-02


IN SUSTENT脕VEL ( I )


2006-10-01


VIS脮ES DO FUTURO - AS NOVAS CIDADES ASI脕TICAS


2006-09-03


NOTAS SOLTAS SOBRE ARQUITECTURA E TECNOLOGIA


2006-07-30


O BANAL E A ARQUITECTURA


2006-07-01


NOVAS MORFOLOGIAS NO PORTO INDUSTRIAL DE LISBOA


2006-06-02


SOBRE O ESPA脟O DE REPRESENTA脟脙O MODERNO


2006-04-27


MODOS DE 鈥淰ER鈥 O ESPA脟O - A PROP脫SITO DE MONTAGENS FOTOGR脕FICAS



INTERFACES URBANOS: O CASO DE MACAU

PAULA MORAIS


Este artigo baseia-se na minha investiga莽茫o doutoral e estabelece como princ铆pio geral o facto que o ambiente urbano deve, n茫o s贸 respeitar os direitos humanos e a liberdade fundamental do indiv铆duo mas tamb茅m permitir a sua integra莽茫o na sociedade. Uma das poss铆veis respostas reside no valor do espa莽o p煤blico e o seu papel na constru莽茫o da identidade urbana. O caso de estudo escolhido, Macau, 茅 altamente relevante dado o facto de ser um espa莽o onde duas civiliza莽玫es radicalmente differentes coexistiram durante um largo per铆odo na hist贸ria. Macao 茅 uma cidade cosmopolita e Euro-Asi谩tica (Jonathan Porter 1996).

Interfaces Urbanos: o caso de Macau

Ao romper do s茅culo XXI o mundo encontra-se num estado de desassossego. Devido ao aumento da mobilidade, media莽茫o electr贸nica e ao fen贸meno de migra莽茫o em massa, as cidades enfrentam uma condi莽茫o intercultural e lutam de forma a gerir as complexidades deste per铆odo explosivo de encontros e rela莽玫es. A narrativa do fen贸mendo de migra莽茫o em massa n茫o 茅 um elemento novo na hist贸ria do homem. Durante centenas de anos os seres humanos viajaram pelo mundo descobrindo novos lugares, 脿 procura de riqueza e oportunidades de poder, explorando e ligando culturas. At茅 ao s茅culo XIII a 脕sia permaneceu como um lugar desconhecido que existia essencialmente na imagina莽茫o ocidental nutrida por viajantes singulares. Foi apenas em 1500, sob a era dos descobrimentos, que a Europa estabeleceu um forte rela莽茫o com a 脕sia (rede comercial) iniciando um processo que poderia ser caracterizado como o nascer da globaliza莽茫o. Contudo as identidades destes viajantes permaneciam insol煤veis: o ambiente Europeu, no seu contexto e dimens茫o f铆sica, viajou quase intacto at茅 脿 脕sia o que gerou reac莽玫es diferentes na natureza destes encontros.

Actualmente a modernidade e a globaliza莽茫o t锚m sido acompanhadas de uma nova fluidez de capital, cultura e indiv铆duos. Por consequ锚ncia as esferas p煤blicas das di谩sporas anteriormente criadas por estes encontros intermitentes j谩 nao s茫o 煤nicas (Appadurai 1996). Esta fluidez, por sua vez, produziu novas formas no uso cultural do espa莽o e nos espa莽os de cultura. Neste momento o mundo est谩 a tornar-se progressivamente plural e um dos problemas nas rela莽玫es globais de hoje s茫o as diferen莽as fundamentais nas percep莽玫es e comportamentos: as tens玫es entre culturas, religi玫es, sistemas pol铆ticos e porder econ贸mico, reflectem o conflito mundial existente.

Hoje, as cidades observam uma interac莽茫o constante entre uma dimens茫o f铆sica relativamente est谩vel e uma dimens茫o social cada vez mais inst谩vel. Devido a esta interac莽茫o a identidade urbana 茅 cada vez mais complexa de definir dado que flui entre linguagens de 鈥榩erten莽a鈥 de ordem global, nacional e local. As cidades tornam-se cada vez mais espa莽os de transi莽茫o onde os espa莽os encaram um afastamento progressivo dos grupos sociais (Amin and Thrift 2002). Devido a esta nova complexidade o 鈥渟entido de perten莽a鈥 p煤blico tornou-se indefinido dado que a 鈥渋dentidade humana presup玫e a identidade do lugar鈥 (Schulz 1980) e hoje em dia enfrentam-se v谩rias identidades e significados. Uma 鈥渢eoria de ruptura鈥 foi sugerida por Appadurai (1996), esta teoria refere-se 脿 鈥渕igra莽茫o e aos media como os elementos principais e inter-relaccionados e explora o seu efeito conjunto no exerc铆cio da imagina莽茫o como um elemento constitutivo da subjectividade moderna鈥. Logo, perante este incr铆vel aumento de diversidade 茅 essencial compreender e integrar estas rela莽玫es complexas entre espa莽o, tempo e comportamento humano.

A cidade cosmopolita promete uma pol铆tica baseada na differen莽a e na diversidade de express茫o cultural e identifica莽茫o (Sandercock 1998; Dear and Flusty 1999; Amin and Thrift 2002:135). A heterogeneidade 茅 em si um valor p煤blico. A impressionante mudan莽a de escala e de par芒metros do mundo de hoje levaram ao estudo de novas culturas e civiliza莽玫es: 鈥渙 mundo da 鈥榮upermodernidade鈥 n茫o corresponde aquele em que acreditamos viver, porque vivemos num mundo para o qual ainda n茫o aprendemos a observar. Temos que reaprender a pensar sobre o espa莽o鈥 (Aug茅 1995).

Di谩logo e entendimento s茫o objectivos cruciais no apreensivo mundo contempor芒neo e as cidades t锚m tido um papel neste conflito global criando condi莽玫es que permitiram a comunica莽茫o (negocia莽茫o) entre civiliza莽玫es por longos per铆odos na hist贸ria. A 鈥淐idade em Nome de Deus na China鈥 foi um dos poucos pontos de contacto constantes entre a China e a Europa durante 450 anos e tem sido um espa莽o de transi莽茫o, um interface urbano. Macao tem sido um 鈥榬ela莽玫es p煤blicas鈥 (mediador) na hist贸ria das rela莽玫es entre o Ocidente e o Oriente. De facto a comunica莽茫o e o di谩logo poder茫o ser poss铆veis quando 鈥渄ermos a mesma aprova莽茫o 脿s mesmas qualidades morais na China e em Inglaterra鈥, ou resumindo, 鈥渜uando a nossa simpatia varia sem uma varia莽茫o na nossa estima鈥 (Deleuze 1991).

Refor莽ando a import芒ncia do papel da identidade no modo como as pessoas se adaptam aos espa莽os urbanos, este artigo apresenta Macau como um espa莽o ideal para analisar as reac莽玫es entre duas civiliza莽玫es distintas, as suas tradi莽玫es e express玫es culturais na forma urbana. Explica brevemente como as diferentes tradi莽玫es (Chinesas e Portuguesas) se estruturaram e expressaram na forma urbana, em especial nos espa莽os p煤blicos (ruas e pra莽as). Este estudo explora a abordagem relacional entre o espa莽o (p煤blico) e a identidade. Resumindo a identidade 茅 apresentada como uma combina莽茫o das pr谩cticas espaciais e sociais e a cultura como uma possibilidade estrat茅gica na reconstru莽茫o do significado dos espa莽os urbanos (Zukin 1995).

Os valores de liberdade, toler芒ncia e pluralismo s茫o provavelmente um dos maiores legados culturais dos Portugueses em Macau, ainda hoje presentes. Macau, na leitura de Marc Aug茅 (1996) 茅 um 鈥榚spa莽o antropol贸gico鈥 porque possui tr锚s caracter铆sticas em comum: 鈥渆les querem ser 鈥 as pessoas querem que eles sejam 鈥 espa莽os de identidade, de rela莽玫es e de hist贸ria鈥.

Identidade Urbana de Macau:

A hist贸ria e o car谩cter de uma cidade podem ser tra莽adas pelos seus espa莽os p煤blicos. O espa莽o p煤blico e a vida p煤blica t锚m sido express玫es s贸lidas de cultura local e t锚m tido um papel central na vida das cidades. S茫o tamb茅m fortes indicadores da qualidade urbana de uma cidade.
O espa莽o p煤blico 茅 o espa莽o de representa莽茫o onde o p煤blico se torna vis铆vel sendo o espa莽o de contacto di谩rio e de 鈥渃olis玫es di谩rias鈥 (Castells 2004), s茫o as ruas e as pra莽as. Existem dois tipos principais de espa莽os p煤blicos exteriores que coexistem em Macau: as pra莽as (que se formaram em frente das Igrejas e edif铆cios p煤blicos), as ruas e as 鈥渞uas sem sa铆da鈥 (s茫o passagens abertas normalmente com edif铆cios de dois andares e s茫o usadas como extens茫o das casas, do espa莽o privado) (Korenaga et all 2004). De certa forma estes espa莽os p煤blicos, as ruas 鈥淐hinesas鈥 e as pra莽as 鈥淧ortuguesas鈥, afirmam uma perfeita combina莽茫o de usos comercial (consumo) e pol铆tico (simb贸lica).

Hoje em dia as pra莽as principais e as suas art茅rias, em especial o Largo do Leal Senado, definem os espa莽os centrais para express茫o do poder central, comercial e cerimonial de ambas as culturas. Ainda se encontram v谩rios tipos de espa莽o p煤blico tradicional como exemplos positivos no Macau contempor芒neo: pra莽as, ruas e 鈥榬uas sem sa铆da鈥 (ver imagens de exemplos em anexo).

Ao longo do tempo a morfologia urbana de Macau foi radicalmente transformada, a linha de costa foi dramaticamente alterada por aterros cont铆nuos e os seus espa莽os p煤blicos, ruas sempres cheias de vida e com um excelente equil铆brio humano tem que se adaptar 脿 nova escala urbana (ver mapa em anexo). Actualmente Macau 茅 dominada pela perda de qualidade urbana, identidade social, sentido de comunidade, espa莽o p煤blico, coer锚ncia e clareza. Os espa莽os p煤blicos de Macau, com a excep莽茫o dos casos protegidos pelo regulamento da UNESCO, s茫o esp茅cies em vias de extin莽茫o. Est茫o lentamente e sucessivamente a ser substituidos por todo o tipo de constru莽茫o, habita莽茫o, mercados fechados, edif铆cios p煤blicos, casinos e hot茅is. A sua fun莽茫o de actor social est谩 a ser transformada. Macau sofre de uma total falta de privacidade no espa莽o privado devido 脿 densidade geral da habita莽茫o logo o espa莽o exterior p煤blico serve como espa莽o de 鈥渄escompress茫o鈥, a privacidade encontra-se essencialmente nos espa莽os p煤blicos.

Macau 茅 um territ贸rio que n茫o 茅 mais 鈥渧ivido鈥 mas sim 鈥渇igurado鈥 e 鈥渃onsumido鈥. Resumindo o ambiente original da cidade tem sido alterado atrav茅s de initerrupta e n茫o planificada transforma莽茫o urbana e luta por manter a sua identidade.

Macau sofreu de 鈥渄upla personalidade鈥 desde as suas origens. Em 1887, Zhang Zhi-dong, governador-geral de Guandong e Guanxi refere: 鈥渂oas e m谩s pessoas de Guandong mudaram para Macau em grande quantidade. Mercadores do distrito de Nanhai, Panyu, Xiangshan, e Shunde, dezenas de milhares, v茫o e vem entre Macau e a prov铆ncia. Frequentemente estabelecem subsist锚ncia e neg贸cios em ambos os s铆tios, sem controlo fronteiri莽o, o que causa uma excessiva anarquia entre as pessoas. O seu traf茅go infind谩vel 茅 igual 脿 tecelagem de um fio鈥. Um artigo recente na CNN definiu o Macau contempor芒neo como: 鈥渙 enclave Chin锚s de Macau 茅 conhecido pelo jogo, traf茅go de sexo e gangsters Chineses, com intrigas e neg贸cios obscuros, uma grande parte da sua paisagem鈥 (Chinoy, CNN.com 2006). A percep莽茫o da coexist锚ncia de uma identidade 鈥渇ormal鈥 e uma identidade 鈥渋nformal activa鈥 ainda perdura actualmente. Macau continua a dialogar entre o informal e o formal, o legal e o ilegal, entre o v铆cio e a virtude, o local e o global, entre o Oriente e o Ocidente. Preserva o seu car谩cter dualista e amb铆guo que sempre atraiu indiv铆duos de todas as partes do mundo.

A identidade de Macau est谩 a perder-se no espa莽o f铆sico que est谩 a tornar-se cada vez menos humano. Contudo n茫o se pode preservar uma identidade mantendo o ambiente constru铆do 鈥渆st谩tico鈥 porque os ritmos di谩rios e modos de vida das pessoas alteram-se e a cidade adaptar-se-谩 instintivamente a essas mundan莽as. Preservar o centro hist贸rico como um intoc谩vel 鈥渕useu ao ar livre鈥 (t铆tulo da revista Focus em Macau 2001) ter谩 repercurss玫es s茅rias na vida dos habitantes de Macau: a cidade tornar-se-谩 cada vez mais um espa莽o para visita de turistas e menos um espa莽o para viver. A identidade de Macau perder-se-谩 inevitavelmente caso n茫o sejam desenvolvidas pol铆ticas urbanas em direc莽茫o a uma urbaniza莽茫o sustent谩vel e de valoriza莽茫o n茫o apenas do patrim贸nio constru铆do mas tamb茅m do patrim贸nio natural, social e cultural. Em geral as pessoas tendem a observar, valorizar e a contemplar as coisas s贸 quando estas desaparecem (Bauman 2004).

A paisagem de poder econ贸mico Asi谩tica est谩 a assegurar uma 鈥渃reatividade destructiva鈥 (Zukin 1991) onde se observa claramente uma deteriora莽茫o na escala humana e no 鈥渟entido de lugar鈥 (sense of place) . Macau 茅 um espa莽o onde uma nova 鈥渋nd煤stria cultural鈥 est谩 a surgir e como Sharon Zukin alerta: 鈥渁 democracia implica a integra莽茫o de novas representa莽玫es visuais desde que se evite a 鈥淒isneyitis鈥 (ver exemplos em anexo). A rela莽茫o entre as antigas e as novas identidades e o papel do espa莽o f铆sico nos processos de transforma莽茫o urbana est茫o a ser questionados actualmente devido ao recente estatuto de patrim贸nio mundial da humanidade atribuido ao centro hist贸rico pela UNESCO.

Mais uma vez Macau adquire o papel de 鈥渞ela莽玫es p煤blicas鈥 (Morais 2006)e de plataforma em rela莽茫o ao mercado econ贸mico Europeu e Mundial. Numa visita recente a Portugal o Chefe-executivo da MSAR Edmund Ho exclamou que: 鈥渋r谩 real莽ar o papel de Macau como uma plataforma de coopera莽茫o entre a China e os PALOPs鈥. A vis茫o do governo de Macau em rela莽茫o 脿 conserva莽茫o do tecido urbano refere-se essencialmente ao centro hist贸rico e 茅 uma tentativa de manter o significado cultural (identidade cultural e evolu莽茫o hist贸rica). Os actuais projectos de desenvolvimento para Macau levantam novas quest玫es: como 茅 que a cidade tradicional ir谩 adaptar-se a este crescimento urbano? Qual 茅 o impacto destas novas formas espaciais na identidade urbana?

Talvez o futuro de Macau se encontre em estabelecer uma rela莽茫o coerente entre o seu eterno car谩cter dualista, entre o passado e presente. Uma coer锚ncia obtida por meio de um verdadeiro 鈥渟entido de perten莽a鈥欌 constru铆do a um n铆vel local e global, atrav茅s dos seus espa莽os p煤blicos, ambiente constru铆do e habitantes, e que integre ao mesmo tempo inova莽茫o e preserva莽茫o hist贸rica. Como diria Fernando Pessoa: 鈥淨uero aquele outrora! Eu era feliz? N茫o sei: Fui-o outrora agora.鈥

Desafio para este 鈥渉oje global鈥?

A cidade moderna tem sido apresentada por uma s茅rie de autores como um espa莽o de 鈥渙pen flow鈥, interac莽茫o humana e 鈥減roximate reflexivity鈥 em que 鈥渃ada encontro urbano 茅 um teatro de promessas num jogo de poder鈥 (Amin and Thrift 2002). H谩 uma forte inclina莽茫o em compreender as cidades como espacialmente 鈥渁bertas鈥 e 鈥渃ross-cut鈥 por variados tipos de mobilidade, de 鈥渇luxos鈥 a indiv铆duos, de mercadorias a informa莽茫o (Appadurai 1996; M.P. Smith 2001; Urry 2000; Allen, Massey and Pryke 1999, Massey, Allen and Pile 1999, Amin and Thrift 2002). O espa莽o que uma vez teve um papel determinante no imagin谩rio social das cidades tornou-se uma 鈥渧ari谩vel dependente dos processos sociais鈥 (Amin and Thrift 2002). Anthony Gidden鈥檚 (1991) observou:
鈥(鈥) the more tradition loses its hold, and the more daily life is reconstituted in terms of the dialectical interplay of the local and the global, more individuals are forced to negotiate lifestyle choices among a diversity of choices, (鈥) reflexive organized life-planning, (鈥) becomes a central feature of the structuring of self-identity鈥

Resumindo a globaliza莽茫o originou novas espacialidades que se tornaram cr铆ticas na forma莽茫o do lugar. As formas urbanas resultam da liga莽茫o de culturas e as quest玫es interculturais permitem uma no莽茫o das cidades como objectos em constante transforma莽茫o. O desafio para este 鈥渉oje global鈥 ser谩 鈥渟e tal heterogeneidade 茅 consistente com um m铆nimo de conven莽玫es de normas e valor, que n茫o requerem uma ades茫o estrita ao contrato social liberal do moderno Ocidente鈥 e ser谩 respondido pelas negocia莽玫es entre os mundos imaginados deste 鈥渆spa莽o de fluxos鈥 (Appandurai 1996). A investiga莽茫o, a n铆vel acad茅mico e na pr谩tica profissional, precisa concentrar-se no estudo destas鈥濃榬ela莽玫es da diferen莽a鈥, entre civiliza莽玫es e ao pormenor da escala dos utilizadores: o p煤blico. 脡 deveras cr铆tico proporcionar uma melhor compreens茫o sobre o comportamento humano e como estruturas morfol贸gicas e socio-culturais convergem em contextos urbanos. Este tipo de estudos ter谩 como objectivo informar a pr谩ctica do desenho urbano e pol铆ticas relacionadas com a produ莽茫o de espa莽os (p煤blicos) em ambientes urbanos cosmopolitas.

A China est谩 a emergir como um dos pa铆ses l铆deres do s茅culo XXI e em face a esta realidade progressiva da globaliza莽茫o os profissionais da paisagem urbana tem que estar preparados para responder a futuros desafios. Um dos principais interesses do urban designer (desenhador urbano) 茅 na cidade, como se forma, como se move e transforma, e especialmente na cidade que contribui para a qualidade das vidas que suporta, n茫o apenas como um cen谩rio, mas como geradora de uma particular sociedade urbana e cultura. Compreender a rela莽茫o entre espa莽o, identidade e mudan莽a requere um modelo de pensamento mais complexo no contexto global actual. Representar identidade nos dias de hoje implica gerir 鈥渟ignificados鈥 e 鈥減ontos de vista鈥, logo uma identidade clara 茅 crucial ao lado de um 鈥渟entido de perten莽a鈥 que flui simultaneamente entre o local e global, entre a liberdade e a norma, entre o presente e a hist贸ria. Respeitando a diversidade das culturas e tradi莽玫es de cada indiv铆duo as cidades tem a responsabilidade de criar condi莽玫es que permitam uma maior uni茫o entre as pessoas de forma a partilhar um futuro baseado em valores comuns.


Paula Morais, Arquitecta
Doutoranda pela Bartlett School of Planning, University College London
Co-Coordenadora do China Planning Research Group (CPRG), Bartlett School of Planning, UCL
Membro da Direc莽茫o dos Arquitectos Sem Fronteiras Portugal



Bibliografia:
- Amin A. and Thrift N.: Cities, Reimagining the Urban (2002)
- Appandurai, Arjun.: Modernity at Large, Cultural dimensions of Globalization (1996)
- Aug茅, Marc : Non-Places, Introduction to an anthropology of supermodernity (1995)
- Bauman, Zygmunt: Identity (2004)
- Castells, Manuel: The Power of Identity, Volume II (1997)
- Deleuze and Guattari: a thousand plateaus (chapter 1440)
- Giddens, Anthony: Modernity and Self-Identity (1991)
- Korenaga M. , Yagi K., Kamimura E., Matsuda T.: Historical Open Public Spaces in Macao (2004)
- Morais, Paula: Space as 鈥淧ublic Relations鈥? Urban Morphology and Ethnic Identity in Macao, Volume 194, IASTE Working Paper Series, University of California Berkeley, 2006.
- Macao, China (CNN), article By Mike Chinoy, CNN Senior Asia Correspondent (2006)
- Norberg-Schulz, Chistian: Genius Loci: Towards a phenomenology of architecture (1980)
- Porter, J.: Macao the Imaginary City, Culture to Society, 1557 to the Present (1996)
- Zukin, Sharon: The Culture of Cities (1995)