Links

ARQUITETURA E DESIGN




Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Filipe Braga


Vista da exposição Casas para Todos, Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende. © Luis Urbano


Vista da exposição Casas para Todos, Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende. © Luis Urbano


Vista da exposição Arquitecturas de Representação, Fundação Marques da Silva. © Luis Urbano


Vista da exposição Arquitecturas de Representação, Fundação Marques da Silva. © Luis Urbano


Vista da exposição Arquitecturas de Representação, Fundação Marques da Silva. © Luis Urbano


Vista da exposição Arquitecturas de Representação, Fundação Marques da Silva. © Giovanna Christe


Vista da exposição Arquitecturas de Representação, Fundação Marques da Silva. © Giovanna Christe

Outros artigos:

2025-12-12


JOANA VASCONCELOS x NUNO GAMA


2025-10-19


AALTO — ONDE ALVAR ENCONTRA ÁLVARO


2025-09-05


LUÍS CRISTINO DA SILVA, UM PERCURSO ATÉ NOVA OEIRAS


2025-06-27


INTERESPECIES. POR UMA ARQUITECTURA MAIS-QUE-HUMANA


2025-04-26


O QUE (AINDA) FAZ FALTA?


2025-03-17


LEONARDO FINOTTI: O FOTÓGRAFO QUE TRANSFORMA A ARQUITETURA NUM LABORATÓRIO VISUAL


2025-01-15


SANAA, SEJIMA + NISHIZAWA


2024-12-12


REVISITAR RAÚL HESTNES FERREIRA DENTRO E FORA DO MUSEU


2024-10-30


ENTRE O BANAL E O SINGULAR : UMA LEITURA DE LOOS, ROSSI E SIZA


2024-09-23


ATELIER RUA: O TRIUNFO DA SIMPLICIDADE QUE INSPIRA UMA GERAÇÃO


2024-08-22


ANA ARAGÃO E GONÇALO M. TAVARES: O EXERCÍCIO REPARADOR DA CIDADE


2024-07-14


SIZA: O SUJEITO ENTRE VERBOS, NA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN


2024-05-22


EXOUSIA — É POSSÍVEL, É PERMITIDO...MAS NÃO, NÃO PODE


2024-04-13


PÁDUA RAMOS: DA ARQUITETURA AO DESIGN


2024-02-26


NO LUGAR DE UMA JANELA, NASCEU UMA PORTA


2024-01-21


TERCEIRO ANDAR DE LUCIANA FINA OU DESTINAÇÃO (EST)ÉTICA


2023-11-02


A PROPÓSITO DE ONDE VAMOS MORAR? — CICLO DE CINEMA POR ANDY RECTOR


2023-09-11


CARTOGRAFIA DO HORIZONTE: DO TERRITÓRIO AOS LUGARES


2023-08-05


O ESTALEIRO, O LABORATÓRIO, A SUA CAIXA E O CAVALETE DELA


2023-06-01


UMA CIDADE CONSTRUÍDA PARA O CONSUMO: DA LÓGICA DO MERCADO À DISNEYFICAÇÃO DA CIDADE


2023-04-30


ESCUTAR, UMA VEZ MAIS, GRÂNDOLA — OPERAÇÃO SAAL DE VALE PEREIRO


2023-04-03


NOTAS SOBRE UM ARQUITECTO ARTIFICIALMENTE INTELIGENTE


2023-02-24


MUSEU DA PAISAGEM. AS POSSIBILIDADES INFINITAS DE LER E REINTERPRETAR O TERRITÓRIO


2023-01-30


A DIVERSIDADE NA HABITAÇÃO DAS CLASSES LABORIOSAS, OS HIGIENISTAS E O CASO DA GRAÇA


2022-12-29


HABITAR: UM MANIFESTO SECRETO


2022-11-23


JONAS AND THE WHOLE


2022-10-16


CASA PAISAGEM OU UM PRESÉPIO ABERTO


2022-09-08


ENTREVISTA A ANA CATARINA COSTA, FRANCISCO ASCENSÃO, JOÃO PAUPÉRIO E MARIA REBELO


2022-08-11


ENTREVISTA A JOSÉ VELOSO, ARQUITETO DA OPERAÇÃO SAAL DA MEIA-PRAIA


2022-07-11


TERRA, TRIENAL DE ARQUITETURA DE LISBOA 2022. ENTREVISTA A CRISTINA VERÍSSIMO E DIOGO BURNAY


2022-05-31


OH, AS CASAS, AS CASAS, AS CASAS...


2022-04-23


A VIAGEM ARQUITETÓNICA COMO ENCONTRO: DA (RE)DESCOBERTA À (DES)COBERTA DAS ORIGENS


2022-03-29


PODERÁ O PATRIMÓNIO SER EMANCIPATÓRIO?


2022-02-22


EM VÃO: FECHA-SE UMA PORTA PARA QUE UMA JANELA FENOMENOLÓGICA SE ABRA


2022-01-27


SOBRE A 'ESTÉTICA DO CONHECIMENTO': UMA LEITURA DA PEDAGOGIA DE BAUKUNST


2021-12-29


CALL FOR ARCHITECTS


2021-11-27


DE QUE ME SERVE SER ARQUITECTA?


2021-10-26


'OS CAMINHOS DA ÁGUA'


2021-09-30


A ARQUITETURA PORTUGUESA: O TRAJETO DO SÉCULO XX E DESAFIOS DO SÉCULO XXI


2021-08-22


CERAMISTAS E ILUSTRADORES: UMA RESIDÊNCIA EM VIANA DO ALENTEJO


2021-07-27


COMPREENSÃO DA CIDADE DO PORTO ATÉ AO SÉCULO XX


2021-06-20


O ANTECEDENTE CULTURAL DO PORTO NA TRANSIÇÃO PARA O SÉCULO XXI


2021-05-12


JOÃO NISA E AS 'PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE UMA PAISAGEM'


2021-02-16


A ORDEM INVISÍVEL DA ARQUITECTURA


2021-01-10


SURENDER, SURENDER


2020-11-30


AS MULHERES NO PRIVATE PRESS MOVEMENT: ESCRITAS, LETRAS DE METAL E CHEIRO DE TINTA


2020-10-30


DES/CONSTRUÇÃO - OS ESPACIALISTAS EM PRO(EX)CESSO


2020-09-19


'A REALIDADE NÃO É UM DESENCANTO'


2020-08-07


FORA DA CIDADE. ARTE E LUGAR


2020-07-06


METROPOLIS, WORLD CITY & E.P.C.O.T. - AS VISÕES PARA A CIDADE PERFEITA IMAGINADAS POR GILLETTE, ANDERSEN E DISNEY


2020-06-08


DESCONFI(N)AR, O FUTURO DA ARQUITECTURA E DAS CIDADES


2020-04-13


UM PRESENTE AO FUTURO: MACAU – DIÁLOGOS SOBRE ARQUITETURA E SOCIEDADE


2020-03-01


R2/FABRICO SUSPENSO: ITINERÁRIOS DE TRABALHO


2019-12-05


PRÁTICAS PÓS-NOSTÁLGICAS / POST-NOSTALGIC KNOWINGS


2019-08-02


TEMPOS MODERNOS, CERÂMICA INDUSTRIAL PORTUGUESA ENTRE GUERRAS


2019-05-22


ATELIER FALA - ARQUITECTURA NA CASA DA CERCA


2019-01-21


VICARA: A ESTÉTICA DA NATUREZA


2018-11-06


PARTE II - FOZ VELHA E FOZ NOVA: PATRIMÓNIO CLASSIFICADO (OU NEM POR ISSO)


2018-09-28


PARTE I - PORTO ELEITO TRÊS VEZES O MELHOR DESTINO EUROPEU: PATRIMÓNIO AMEAÇADO PARA UNS, RENOVADO PARA OUTROS. PARA INGLÊS (NÃO) VER


2018-08-07


PAULO PARRA – “UMA TRAJECTÓRIA DE VIDA” NA GALERIA ROCA LISBON


2018-07-12


DEPOIS, A HISTÓRIA: GO HASEGAWA, KERSTEN GEERS, DAVID VAN SEVEREN


2018-05-29


NU LIMITE


2018-04-18


POLAROID


2018-03-18


VICO MAGISTRETTI NO DIA DO DESIGN ITALIANO


2018-02-10


GALERIA DE ARQUITETURA


2017-12-18


RHYTHM OF DISTANCES: PROPOSITIONS FOR THE REPETITION


2017-11-15


SHAPINGSHAPE NA BIENAL DA MAIA


2017-10-14


O TEATRO CARLOS ALBERTO DIALOGA COM A CIDADE: PELA MÃO DE NUNO LACERDA LOPES


2017-09-10


“VINTE E TRÊS”. AUSÊNCIAS E APARIÇÕES NUMA MOSTRA DE JOALHARIA IBEROAMERICANA PELA PIN ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE JOALHARIA CONTEMPORÂNEA


2017-08-01


23 – JOALHARIA CONTEMPORÂNEA NA IBERO-AMÉRICA


2017-06-30


PASSAGENS DE SERRALVES PELO TERMINAL DE CRUZEIROS DO PORTO DE LEIXÕES


2017-05-30


EVERYTHING IN THE GARDEN IS ROSY: AS PERIFERIAS EM IMAGENS


2017-04-18


“ÁRVORE” (2002), UMA OBRA COM A AUTORIA EM SUSPENSO


2017-03-17


ÁLVARO SIZA : VISÕES DA ALHAMBRA


2017-02-14


“NÃO TOCAR”: O NOVO MUSEU DO DESIGN EM LONDRES


2017-01-17


MAXXI ROMA


2016-12-10


NOTAS SOBRE ESPAÇO E MOVIMENTO


2016-11-15


X BIAU EM SÃO PAULO: JOÃO LUÍS CARRILHO DA GRAÇA À CONVERSA COM PAULO MENDES DA ROCHA E EDUARDO SOUTO DE MOURA


2016-10-11


CENAS PARA UM NOVO PATRIMÓNIO


2016-08-31


DREAM OUT LOUD E O DESIGN SOCIAL NO STEDELIJK MUSEUM


2016-06-24


MATÉRIA-PRIMA. UM OLHAR SOBRE O ARQUIVO DE ÁLVARO SIZA


2016-05-28


NA PEGADA DE LE CORBUSIER


2016-04-29


O EFEITO BREUER – PARTE 2


2016-03-24


O EFEITO BREUER - PARTE 1


2016-02-16


GEORGE BEYLERIAN CELEBRA O DESIGN ITALIANO COM LANÇAMENTO DE “DESIGN MEMORABILIA”


2016-01-08


RESOLUÇÕES DE ANO NOVO PARA A ARQUITETURA E DESIGN EM 2016


2015-11-30


BITTE LEBN. POR FAVOR, VIVE.


2015-10-30


A FORMA IDEAL


2015-09-14


DOS FANTASMAS DE SERRALVES AO CLIENTE COMO ARQUITECTO


2015-08-01


“EXTRA ORDINARY” - JOVENS DESIGNERS EXPLORAM MATERIAIS, PRODUTOS E PROCESSOS


2015-06-25


PODE A TIPOGRAFIA AJUDAR-NOS A CRIAR EMPATIA COM OS OUTROS?


2015-05-20


BIJOY JAIN, STUDIO MUMBAI


2015-04-14


O FIM DA ARQUITECTURA


2015-03-12


TESOURO, MISTÉRIO OU MITO? A ESCOLA DO PORTO EM TRÊS EXPOSIÇÕES (PARTE II/II)


2015-02-11


TESOURO, MISTÉRIO OU MITO? A ESCOLA DO PORTO EM TRÊS EXPOSIÇÕES (PARTE I/II)


2015-01-11


ESPECTADOR


2014-12-09


ARQUITECTAS: ENSAIO PARA UM MANUAL REVOLUCIONÁRIO


2014-11-10


A MARCA QUE TEM O MEU NOME


2014-10-04


NEWS FROM VENICE


2014-09-08


A INCONSCIÊNCIA DE ZENO. MÁQUINAS DE SUBJECTIVIDADE NO SUPERSTUDIO*


2014-07-30


ENTREVISTA A JOSÉ ANTÓNIO PINTO


2014-06-17


ÍNDICES, LISTAGENS E DIAGRAMAS: the world is all there is the case


2014-05-15


FILME COMO ARQUITECTURA, ARQUITECTURA COMO AUTOBIOGRAFIA


2014-04-14


O MUNDO NA MÃO


2014-03-13


A CASA DA PORTA DO MAR


2014-02-13


O VERNACULAR CONTEMPORÂNEO


2014-01-07


PÓS-TRIENAL 2013 [RELAÇÕES INSTÁVEIS ENTRE EVENTOS, ARQUITECTURAS E CIDADES]


2013-11-12


UMA SUBTIL INTERFERÊNCIA: A MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO “FERNANDO TÁVORA: MODERNIDADE PERMANENTE” EM GUIMARÃES OU UMA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA NUMA ESCOLA EM PLENO FUNCIONAMENTO


2013-09-24


DESIGN E DELITO


2013-08-12


“NADA MUDAR PARA QUE TUDO SEJA DIFERENTE”: CONVERSA COM BEYOND ENTROPY


2013-08-11


“CHANGING NOTHING SO THAT EVERYTHING IS DIFFERENT”: CONVERSATION WITH BEYOND ENTROPY


2013-07-04


CORTA MATO. Design industrial do ponto de vista do utilizador


2013-05-20


VÍTOR FIGUEIREDO: A MISÉRIA DO SUPÉRFLUO


2013-04-02


O DESIGNER SOCIAL


2013-03-11


DRESS SEXY AT MY FUNERAL: PARA QUE SERVE A BIENAL DE ARQUITECTURA DE VENEZA?


2013-02-08


O CONSUMIDOR EMANCIPADO


2013-01-08


SOBRE-QUALIFICAÇÃO E REBUSCO


2012-10-29


“REGIONALISM REDIVIVUS”: UM OUTRO OLHAR SOBRE UM TEMA PERSISTENTE


2012-10-08


LEVINA VALENTIM E JOAQUIM PAULO NOGUEIRA


2012-10-07


HOMENAGEM A ROBIN FIOR (1935-2012)


2012-09-08


A PROMESSA DA ARQUITECTURA. CONSIDERAÇÕES SOBRE A GERAÇÃO POR VIR


2012-07-01


ENTREVISTA | ANDRÉ TAVARES


2012-06-10


O DESIGN DA HISTÓRIA DO DESIGN


2012-05-07


O SER URBANO: UMA EXPOSIÇÃO COMO OBRA ABERTA. NO CAMINHO DOS CAMINHOS DE NUNO PORTAS


2012-04-05


UM OBJECTO DE RONAN E ERWAN BOUROULLEC


2012-03-05


DEZ ANOS DE NUDEZ


2012-02-13


ENCONTROS DE DESIGN DE LISBOA ::: DESIGN, CRISE E DEPOIS


2012-01-06


ARCHIZINES – QUAL O TAMANHO DA PEQUENÊS?


2011-12-02


STUDIO ASTOLFI


2011-11-01


TRAMA E EMOÇÃO – TRÊS DISCURSOS


2011-09-07


COMO COMPOR A CONTEMPLAÇÃO? – UMA HISTÓRIA SOBRE O PAVILHÃO TEMPORÁRIO DA SERPENTINE GALLERY E O PROCESSO CRIATIVO DE PETER ZUMTHOR


2011-07-18


EDUARDO SOUTO DE MOURA – PRITZKER 2011. UMA SISTEMATIZAÇÃO A PROPÓSITO DA VISITA DE JUHANI PALLASMAA


2011-06-03


JAHARA STUDIO


2011-05-05


FALEMOS DE 1 MILHÃO DE CASAS. NOTAS SOBRE O CONCURSO E EXPOSIÇÃO “A HOUSE IN LUANDA: PATIO AND PAVILLION”


2011-04-04


A PROPÓSITO DA CONFERÊNCIA “ARQUITECTURA [IN] ]OUT[ POLÍTICA”: UMA LEITURA DISCIPLINAR SOBRE A MEDIAÇÃO E A ESPECIFICIDADE


2011-03-09


HUGO MADUREIRA: O ARTISTA-JOALHEIRO


2011-02-07


O QUE MUDOU, O QUE NÃO MUDOU E O QUE PRECISA MUDAR


2011-01-11


nada


2010-12-02


PEQUENO ELOGIO DO ARCAICO


2010-11-02


CABRACEGA


2010-10-01


12ª BIENAL DE ARQUITECTURA DE VENEZA — “PEOPLE MEET IN ARCHITECTURE”


2010-08-02


ENTREVISTA | FILIPA GUERREIRO E TIAGO CORREIA


2010-07-09


ATYPYK PRODUCTS ARE NOT MADE IN CHINA


2010-06-03


OS PRÓXIMOS 20 ANOS. NOTAS SOBRE OS “DISCURSOS (RE)VISITADOS”


2010-05-07


OBJECTOS SEM MEDO


2010-04-01


O POTENCIAL TRANSFORMADOR DO EFÉMERO: A PROPÓSITO DO PAVILHÃO SERPENTINE EM LONDRES


2010-03-04


PEDRO + RITA = PEDRITA


2010-02-03


PARA UMA ARQUITECTURA SWISSPORT


2009-12-12


SOU FUJIMOTO


2009-11-10


THE HOME PROJECT


2009-10-01


ESTRATÉGIA PARA HABITAÇÃO EVOLUTIVA – ÍNDIA


2009-09-01


NA MANGA DE LIDIJA KOLOVRAT


2009-07-24


DA HESITAÇÃO DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR (Parte II)


2009-06-16


DA HESITAÇÃO DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR


2009-05-19


O QUE É QUE SE SEGUE?


2009-04-17


À MESA COM SAM BARON


2009-03-24


HISTÓRIAS DE UMA MALA


2009-02-18


NOTAS SOBRE PROJECTOS, ESPAÇOS, VIVÊNCIAS


2009-01-26


OUTONO ESCALDANTE OU LAPSO CRÍTICO? 90 DIAS DE DEBATE DE IDEIAS NA ARQUITECTURA PORTUENSE


2009-01-16


APRENDER COM A PASTELARIA SEMI-INDUSTRIAL PORTUGUESA OU PORQUE É QUE SÓ HÁ UMA RECEITA NO LIVRO FABRICO PRÓPRIO


2008-11-20


ÁLVARO SIZA E O BRASIL


2008-10-21


A FORMA BONITA – PETER ZUMTHOR EM LISBOA


2008-09-18


“DELIRIOUS NEW YORK” EXPLICADO ÀS CRIANÇAS


2008-08-15


A ROOM WITH A VIEW


2008-07-16


DEBATER CRIATIVAMENTE A CIDADE: A EXPERIÊNCIA PORTO REDUX


2008-06-17


FOTOGRAFIA DE ARQUITECTURA, DEFEITO E FEITIO


2008-05-14


A PROPÓSITO DA DEMOLIÇÃO DO ROBIN HOOD GARDENS


2008-04-08


INTERFACES URBANOS: O CASO DE MACAU


2008-03-01


AS CORES DA COR


2008-02-02


Notas sobre a produção arquitectónica portuguesa e sua cartografia na Architectural Association


2008-01-03


TARZANS OF THE MEDIA JUNGLE


2007-12-04


MÚSICA INTERIOR


2007-11-04


O CIRURGIÃO INGLÊS


2007-10-02


NÓS E OS CARROS


2007-09-01


Considerações sobre Tempo e Limite na produção e recepção da Arquitectura


2007-08-01


A SUBLIMAÇÃO DA CONTEMPORANEIDADE


2007-07-01


UMA MITOLOGIA DE CARNE E OSSO


2007-06-01


O LUGAR COMO ARMADILHA


2007-05-02


ESPAÇOS DE FILMAR


2007-04-02


ARTES DO ESPAÇO: ARQUITECTURA/CENOGRAFIA


2007-03-01


TERRAIN VAGUE – Notas de Investigação para uma Identidade


2007-02-02


ERRARE HUMANUM EST…


2007-01-02


QUANDO A CIDADE É TELA PARA ARTE CONTEMPORÂNEA


2006-12-02


ARQUITECTURA: ESPAÇO E RITUAL


2006-11-02


IN SUSTENTÁVEL ( I )


2006-10-01


VISÕES DO FUTURO - AS NOVAS CIDADES ASIÁTICAS


2006-09-03


NOTAS SOLTAS SOBRE ARQUITECTURA E TECNOLOGIA


2006-07-30


O BANAL E A ARQUITECTURA


2006-07-01


NOVAS MORFOLOGIAS NO PORTO INDUSTRIAL DE LISBOA


2006-06-02


SOBRE O ESPAÇO DE REPRESENTAÇÃO MODERNO


2006-04-27


MODOS DE “VER” O ESPAÇO - A PROPÓSITO DE MONTAGENS FOTOGRÁFICAS



MODERNIDADE TRANQUILA. JOSÉ CARLOS LOUREIRO E A ÉTICA DA PERMANÊNCIA

JOÃO ALMEIDA E SILVA


17/01/2026

 


O arquitecto José Carlos Loureiro (1925–2022) completaria 100 anos em Dezembro de 2025. Mais do que um exercício comemorativo, o seu centenário constitui uma ocasião para reavaliar criticamente uma obra cuja amplitude, consistência e discreta força transformadora moldaram de forma decisiva a arquitectura portuguesa da segunda metade do século XX. Num momento em que o discurso arquitectónico tende a privilegiar a visibilidade imediata e a excepcionalidade formal, revisitar Loureiro permite recentrar o debate na permanência, na adequação e na responsabilidade disciplinar.

A iniciativa conjunta Loureiro 100, organizada pela Fundação Marques da Silva — instituição à qual o arquitecto legou o seu arquivo —, pelo Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende, e pela Câmara Municipal da Maia, com curadoria e projectos expositivos de Joaquim Vieira de Magalhães e Luís Martinho Urbano, propõe precisamente essa reavaliação. O projecto articula três exposições que cobrem diferentes dimensões do seu percurso. Como sublinha a nota curatorial, “durante a sua longa vida e produtiva actividade profissional, Loureiro projectou centenas de edifícios que marcaram a paisagem construída de diversas cidades portuguesas. A arquitectura que desenhou, primeiro em nome próprio e mais tarde no Atelier GALP, é simultaneamente afirmativa, generosa e democrática, representando ideais de modernidade, urbanidade e solidez.” [1] Esta síntese revela o equilíbrio entre pragmatismo técnico e ambição cultural que atravessa a sua obra, sempre atenta aos programas emergentes da sociedade de consumo e às exigências de uma modernização acelerada.

As três exposições — Causa Pública, Casas para Todos e Arquitecturas de Representação —, que mostram desenhos, fotografias e maquetes, organizam-se por tipos e escalas de encomenda distintas, oferecendo uma leitura sistematizada do contributo de Loureiro para a arquitectura institucional, doméstica e corporativa. Esta divisão, embora clara, não fragmenta a obra; antes pelo contrário, evidencia a continuidade de princípios projectuais aplicados a contextos e programas diversos.

 

Vista da exposição Causa Pública, Fórum da Maia. © Giovanna Christe 

 

Apresentada no Fórum da Maia, no âmbito do Mês da Arquitectura da Maia, Causa Pública concentrou-se nas grandes empreitadas de uso público. A mostra evidenciou a capacidade do arquitecto para operar com programas complexos — hospitais e tribunais, edifícios religiosos e desportivos, correios e agências bancárias, equipamentos municipais e universitários — que exigiam simultaneamente racionalidade construtiva e uma expressão formal capaz de afirmar a presença destas obras no território. Foram apresentadas 45 propostas arquitectónicas, entre projectos e obras, destacando-se, entre outras, o Pavilhão dos Desportos (actual Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota), as numerosas faculdades concebidas para as Universidades do Porto, do Minho ou da Covilhã, as múltiplas intervenções no Santuário de Fátima e o próprio Fórum da Maia. Nestas obras, a arquitectura não procura monumentalidade retórica, mas uma autoridade discreta, construída a partir da clareza estrutural e da legibilidade funcional.

 

Vista da exposição Casas para Todos, Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende. © Luis Urbano

 

A segunda exposição do tríptico, Casas para Todos, pode ser visitada no Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende, em Gondomar. Dedicada exclusivamente à habitação, a mostra reúne 16 obras residenciais, unifamiliares e plurifamiliares, revelando a versatilidade com que José Carlos Loureiro abordou o habitar. O percurso expositivo oscila entre a escala urbana — patente em grandes conjuntos de habitação social como o Bairro da Pasteleira, no Porto, ou o Bairro dos Mineiros, em Gondomar, bem como nos Edifícios de Habitação e Comércio Luso Lima e no Edifício Parnaso, ambos no Porto — e uma escala doméstica mais íntima, presente na sua própria casa, na casa-ateliê de Júlio Resende ou na casa geminada da Avenida da Boavista. É neste confronto entre escalas que se torna particularmente evidente a tensão entre estandardização e individualização, resolvida por Loureiro através de uma atenção constante à implantação, à luz e à relação com o espaço exterior.

 

Vista da exposição Arquitecturas de Representação, Fundação Marques da Silva. © Giovanna Christe 

 

Apresentada na Fundação Marques da Silva, Arquitecturas de Representação destaca 46 obras e projectos associados ao sector público e privado, incluindo agências bancárias da Caixa Geral de Depósitos e do Banco Nacional Ultramarino, instalações da Nestlé e da Sacor, bem como o edifício-sede da Companhia de Seguros Tranquilidade. Nestes casos, a arquitectura assume-se como instrumento de afirmação identitária num contexto de modernização económica, colocando o projecto perante exigências de visibilidade, estabilidade e poder simbólico.

A relação entre arquitectura e poder económico torna-se aqui inevitavelmente ambígua. Loureiro responde às solicitações de representação corporativa sem abdicar de uma cultura de contenção formal, ainda que nem sempre consiga neutralizar a monumentalidade implícita associada à consolidação dessas instituições no território. A imagem corporativa constrói-se menos pela espectacularidade do gesto do que pela combinação entre solidez material, rigor construtivo e uma presença urbana controlada — uma estratégia que revela tanto os limites como a resiliência da sua ética projectual.

Em conjunto, as três exposições articulam o retrato de um arquitecto cuja obra atravessou diferentes regimes, debates e conjunturas sem perder de vista uma ética profissional assente na funcionalidade, na adequação programática e numa relação cuidada com o lugar. Esta coerência não deve ser confundida com imobilismo: a obra de Loureiro revela uma capacidade constante de ajustamento — por vezes silenciosa — às transformações técnicas, económicas e culturais do seu tempo. Exemplarmente, edifícios como o Pavilhão dos Desportos ou o edifício da Tranquilidade, em frente aos Jardins do Palácio de Cristal, tornaram-se referências duradouras precisamente por evitarem soluções excessivamente datadas.

Um aspecto particularmente conseguido do projecto expositivo é o cuidado no desenho dos layouts. No Fórum da Maia, os curadores demonstram atenção à complexidade de intervir numa arquitectura concebida pelo próprio autor. No Lugar do Desenho, esta lógica é levada mais longe: o layout resulta directamente do desenho das clarabóias, a partir das quais descem seis mesas suspensas que organizam o percurso expositivo.

No total, as três exposições apresentam cerca de 100 projectos — aproximadamente um décimo da totalidade do arquivo do atelier e cerca de um quinto das obras efectivamente construídas. [2] Nestas exposições, torna-se sistematicamente visível a força do gesto simples, mas justo, e a elegância no manuseamento das escalas, da luz e dos materiais.

Acrescendo, ainda, que um dos aspectos mais relevantes da obra de Loureiro é a sua capacidade de integrar a modernidade arquitectónica internacional no contexto português sem recorrer à imitação literal. Profundamente moderno na sua formação — como demonstra a casa que projectou para si próprio —, soube evoluir em diálogo com os debates das décadas de 1960 e 1970, reformulando linguagens sem abdicar da clareza estrutural nem da legibilidade construtiva.

Esta evolução traduz-se numa arquitectura que articula pragmatismo e expressividade, tecnologia e humanização do espaço, onde a materialidade desempenha um papel central. O perpianho, o tijolo à vista, os telhados inclinados, as superfícies lisas ou os grandes envidraçados não operam como citações formais, mas como instrumentos de construção de atmosferas e de mediação entre interior e exterior. Nesta atenção à matéria, à luz e à experiência sensível do espaço, a afinidade com uma tradição moderna mais ampla — em particular com Alvar Aalto — afirma-se menos como referência directa do que como convergência cultural, fundada na relação entre técnica, escala humana e lugar.

Celebrar José Carlos Loureiro no ano do seu centenário é uma oportunidade para reintroduzir o tempo longo no debate arquitectónico. Num contexto disciplinar cada vez mais dominado pela imagem, pela aceleração produtiva e pela lógica do evento, a sua obra recorda que a modernidade também pode ser construída a partir da permanência, da adequação e de uma relação paciente com o uso e com a cidade. Sem nostalgia nem heroísmo, Loureiro projectou edifícios capazes de envelhecer, de incorporar transformações e de permanecer relevantes sem recorrer à espectacularização. Revisitá-lo hoje não é um gesto retrospectivo, mas um exercício crítico exigente: afirmar que a arquitectura continua a ser uma prática cultural situada no tempo, responsável não apenas pelo presente que produz, mas pelo futuro que torna possível ou inviável.

 

 

Loureiro 100, tríptico de exposições no âmbito da comemoração do centenário de José Carlos Loureiro, tem organização da Fundação Marques da Silva, Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende e Câmara Municipal da Maia, com curadoria e desenho expositivo de Joaquim Vieira de Magalhães e Luís Martinho Urbano.

Após o encerramento de Causa Pública em 2 de Novembro de 2025, Casas para Todos e Arquitecturas de Representação permanecem patentes até 24 de Janeiro e 21 de Fevereiro de 2026, respectivamente.

 

 

:::

 

 

João Almeida e Silva
Arquitecto e Investigador no CEAU da FAUP, Visiting Scholar na Universidade de Princeton.

 


:::

 

Notas

[1] Nota curatorial, por Joaquim Vieira de Magalhães e Luís Martinho Urbano.
[2] Encontra-se em preparação o Catálogo Raisonné da obra de José Carlos Loureiro e do Atelier GALP, com publicação prevista para o final das comemorações do centenário, constituindo um instrumento decisivo para a leitura sistemática da sua produção.