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ARQUITETO JUNYA ISHIGAMI VENCE RECÉM-LANÇADO PRÉMIO BARRAGÁN

2026-10-14




O arquiteto japonês Junya Ishigami, conhecido pelos seus projetos arejados que ligam o ambiente construído à natureza, foi anunciado como o primeiro vencedor do recém-lançado Prémio Barragán, segundo o jornal Architect’s Newspaper.

A honra é atribuída em reconhecimento de “trabalhos que desafiam as convenções e expandem as possibilidades da arquitetura contemporânea” e inclui uma medalha e 100.000 dólares. Metade do valor é entregue ao vencedor, enquanto a outra metade financia um programa de mentoria com a duração de um ano. O prémio, que tem o nome do conceituado arquiteto mexicano Luis Barragán, é uma colaboração entre La Cuadra, um espaço cultural nos arredores da Cidade do México que ocupa um complexo projetado por Barragán e o seu protegido Andrés Casillas, e a marca de moda Bottega Veneta.

Ishigami recebeu a homenagem numa cerimónia realizada a 9 de outubro em La Cuadra. Foi selecionado por um júri composto pelos artistas Marina Abramović e Pedro Reyes; pelos arquitetos Jürgen Mayer H., Amanda Levete, Winy Maas, Kazuyo Sejima e Benedetta Tagliabue; pelo curador Raymund Ryan; pela estilista Louise Trotter; e por membros de La Cuadra.

Nascido em 1974, Ishigami, residente em Tóquio, trabalhou como arquiteto no gabinete SANAA antes de fundar o seu próprio gabinete, junya.ishigami+associates, em 2004. Entre os seus projetos mais conhecidos contam-se os do Instituto de Tecnologia de Kanagawa (2008); Entre os projetos de Junya Ishigami contam-se o restauro do jardim do Museu Politécnico de Moscovo (2011); a Casa da Paz, em Copenhaga (2014); o Jardim Aquático Art Biotop, em Tochigi, Japão (2018); e o Museu de Arte Zaishui, em Rizhao, China (2024).

Vencedor do Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2010 e primeiro vencedor do Prémio Obel em 2019, Ishigami projetou o Pavilhão Serpentine de 2019. O projeto do pavilhão esteve envolvido num escândalo depois de o Architects’ Journal ter noticiado que os estagiários do projeto deveriam trabalhar gratuitamente, treze horas por dia, seis dias por semana, e fornecer o seu próprio equipamento. A Serpentine ordenou, então, que o escritório junya.ishigami+associates pagasse aos estagiários que trabalhavam no pavilhão.


Fonte: Artforum