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UE CORTA O FINANCIAMENTO DA BIENAL DE VENEZA SOBRE O ENVOLVIMENTO DA RÚSSIA

2026-04-23




Na semana passada, a Comissão Europeia (CE) acusou a Bienal de Veneza de violar as sanções da UE contra a Rússia e ameaçou cortar o financiamento da Bienal — especificamente, uma verba de 2,3 milhões de dólares destinada a 2028 — a menos que fossem feitas alterações. Agora, a CE cumpriu a sua ameaça: Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, afirmou na terça-feira que os fundos serão de facto cortados após a decisão da Bienal de Veneza de readmitir artistas russos na sua edição de 2026.

“Enquanto a Rússia bombardeia museus, destrói igrejas e tenta apagar a cultura ucraniana, não deveria ter permissão para exibir a sua própria”, disse Kallas. “O regresso da Rússia à Bienal de Veneza é moralmente errado, e a UE pretende cortar o seu financiamento.” “O facto de — no contexto da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia — a Bienal ter aceite a participação de artistas russos como uma ‘delegação governamental’ (cuja participação é totalmente financiada e promovida pelo governo russo) através de um pavilhão nacional implica que a Bienal parece ter aceite o apoio indireto do governo russo em troca da concessão de uma plataforma cultural”, afirmou a Comissão Europeia na semana passada.

A Rússia planeia apresentar uma exposição coletiva “dedicada a áreas e práticas periféricas” na Bienal de Veneza de 2026, intitulada “A Árvore Está Enraizada no Céu”.

O Ministério da Educação e Cultura da Finlândia declarou que o país não participará na Bienal caso a Rússia seja admitida. A delegação ucraniana à Bienal afirmou que não vai realizar qualquer protesto contra a Rússia. “Vamos concentrar-nos na nossa mensagem e dedicar todos os nossos esforços para tornar o nosso pavilhão o melhor possível… Esta é a nossa luta”, disse a artista ucraniana Zhanna Kadyrova à RFE/RL.


Fonte: Artforum