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ISRAEL ESCOLHE ARTISTA PARA A BIENAL DE VENEZA2026-01-14Aproxima-se a 61ª Bienal de Veneza, com abertura prevista para maio. Como sempre, uma nova edição da Bienal traz mudanças entusiasmantes — bem como novas polémicas. O paÃs mais recente a anunciar o seu artista para Veneza é Israel, que será representado pelo escultor Belu-Simion Fainaru, nascido na Roménia e radicado em Haifa, como confirmou a sua galeria. Como Israel ainda está a renovar o seu pavilhão habitual nos Giardini, a exposição será realizada no Arsenale, em Veneza. Fainaru apresentará “Rosa do Nadaâ€, um projeto de instalação em curso que foi anteriormente exibido no Pavilhão da Roménia em 2019. O anúncio do pavilhão de Israel já gerou reações negativas online, com o grupo ativista Art Not Genocide Alliance (ANGA), liderado por artistas, a pedir à Bienal que exclua Israel do evento deste ano até que o paÃs seja “levado à justiça pelos seus crimesâ€. O grupo alertou que, se Israel não for afastado, mobilizará “um boicote total dos artistas e do públicoâ€. “A arte é um espaço para o diálogo, não para a exclusãoâ€, disse Fainaru à Artnews. As ramificações culturais da guerra de Israel contra Gaza são amplas. No inÃcio deste ano, a Ãfrica do Sul retirou abruptamente a artista Gabrielle Goliath da Bienal de Veneza devido à sua exposição "altamente controversa", que homenagearia as mulheres e crianças palestinianas mortas pelas Forças de Defesa de Israel desde outubro de 2023. A decisão foi condenada pelo comité de seleção de artistas, que afirmou "rejeitar todas as formas de censura e intimidação que procuram restringir a prática artÃstica crÃtica ou minar a autonomia da produção cultural". A participação da Ãfrica do Sul na Bienal permanece incerta. No ano passado, a Austrália também reintegrou o artista Khaled Sabsabi como seu representante em Veneza, depois de o ter retirado da competição quando a sua seleção se tornou um tema politicamente sensÃvel. Alguns dos anúncios mais entusiasmantes na preparação para Veneza são frequentemente sobre paÃses que expõem pela primeira vez. Desta vez, El Salvador anunciou planos para o seu primeiro pavilhão no Palazzo Mora. A estreia será com uma exposição de J. Oscar Molina, que está a preparar "Children of the World" (Crianças do Mundo), uma instalação escultural que presta homenagem à s histórias das comunidades deslocadas à força. Entretanto, o Qatar anunciou que garantiu um espaço nos Giardini para construir o primeiro novo pavilhão desde o da Coreia do Sul, em 1995. O novo edifÃcio será projetado por Lina Ghotmeh, a promissora arquiteta libanesa que também foi escolhida para redesenhar as galerias da Ala Ocidental do Museu Britânico. A Escócia e o PaÃs de Gales participam como nações distintas pela primeira vez desde 2022 e 2019, respetivamente. A curadora Koyo Kouoh, diretora do Museu Zeitz de Arte Contemporânea de Ãfrica, na Cidade do Cabo, foi nomeada a primeira mulher africana a dirigir a bienal no final de 2024. Tragicamente, Kouoh faleceu em maio de 2025, mas o tema escolhido por ela, “Em Tons Menoresâ€, seguirá em frente conforme planeado, sendo realizado por uma equipa curatorial formada pela própria Kouoh. A exposição estará patente de 9 de maio a 22 de novembro de 2026. Fonte: Artnet News |














