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ENTREVISTA



RITA FERREIRA


Rita Ferreira prefere limpar qualquer e todo o rasto de biografismo da conversa. Para que as pinturas, as imagens, os recortes do seu arquivo pessoal possam deixar de ser pessoais para se tornarem... Talvez... Apenas pintura. Ou realmente Pintura. Essa mistura entre a inibição do dito e a certeza do não-dito tornam o secretismo desocultado das enunciações das suas obras - “ Unha”, “Garganta”, “Semente”... - um caso sem artigos. Nem “a” nem “uma”, mas toda a semente, o espaço da sua justa existência: a das coisas.
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O ESTADO DA ARTE



CONSTANÇA BABO


30 ANOS DO KW
No próximo dia 1 de julho celebram-se os 30 anos do KW Institute for Contemporary Art, que ocupa um lugar central no campo da arte contemporânea, principalmente no contexto da cidade de Berlim. Também intitulado Kunst-Werke Berlin, é reconhecido enquanto um espaço dinâmico, de desenvolvimento cultural e artístico, cujo programa vanguardista é pautado por eventos multidisciplinares e sucessivas colaborações com artistas e instituições nacionais e internacionais. Atualmente e desde 2016, mediante a direção de Krist Gruijthuijsen, o Instituto tem sido marcadamente dirigido para e por artistas.
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PERSPETIVA ATUAL

CONSTANÇA BABO


SITUAÇÃO 21: HISTÓRIAS COM AMANHÃ - UMA CARTOGRAFIA SOLIDÁRIA DA RELEVÂNCIA DAS GALERIAS DO PORTO
Hoje, vivido um ano de pandemia, o papel das galerias revela-se particularmente fulcral. Se, por um lado, a esfera do digital e das redes demonstrou ser uma alternativa eficaz à divulgação e à disseminação da arte, por outro lado, também se comprovou o quão importante é presenciar e partilhar o espaço com a prática artística. Como tal, abertas as portas e iniciado o desconfinamento, é momento de celebrar o retorno ao “real”, ao físico, ao contacto próximo com os objetos artísticos e os seus autores, às experiências estéticas, visuais, perceptivas e sensoriais in loco que se mantêm insubstituíveis. Intitulado Situação 21, trata-se do primeiro momento de uma iniciativa que se propõe dar continuidade no futuro, e que resulta de um exercício conjunto entre vários espaços, curadores e artistas.
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OPINIÃO

RODRIGO FONSECA


UMA REFLEXÃO SOBRE IMPROVISAÇÃO TOMANDO COMO EXEMPLO A GRAND UNION
A Grand Union foi mais do que um grupo de dança e improvisação. Foi uma utopia de organização social que procurava novas maneiras de habitar a superfície do mundo, novas formas de relacionamento e interacção, novas co-relações e novos modos de ser e estar com o outro, com o espaço, com o ritmo flutuante da vida e da existência. Este grupo nova iorquino dos anos setenta do século passado nasce do legado de John Cage, Anna Halprin e Allan Kaprow. O trabalho destes artistas estava comprometido em diluir a linha entre a arte e a vida.
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ARQUITETURA E DESIGN

BÁRBARA SILVA


A ORDEM INVISÍVEL DA ARQUITECTURA
Imaginemos a existência de um lugar desenhado por uma grelha emocional, traçada por um conjunto de regras que se perderam no tempo. Onde as ruas, inundadas pelo ruído das pessoas e pelo intenso calor do meio-dia, se encontram e terminam junto ao mar. Onde todas as coisas têm autorização para provocar emoções, comover e fascinar. Onde cada objecto tem a tonalidade ténue da areia do deserto, que muda, cada vez que as nuvens se pintam de uma cor diferente.
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MÚSICA

ANDRÉ FONTES


LODO
Lodo – que já foi Caronte – é um ente literário. Músico, por engenho do acaso, apresenta-nos a sua voz e texto em dois EPs no Bandcamp – Monróvia e Pedro e o Lodo –; participando, também, em diversas colaborações soltas, entre essas o EP de originais do produtor portuense ELÓI: Orgânico Urbano. O que Lodo faz e é não se presta à definição segura. Mas o nosso primeiro contacto com ele – que, como todos os primeiros contactos, deverá ser superficial – poderá invocar tácitas semelhanças com um rapper. Mas será mesmo um rapper?
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PREVIEW

DIA DA LIBERDADE / DIA DO TRABALHADOR | 25 Abr - 29 Mai, MIRA, Porto


O MIRA celebra o dia 25 de Abril, o DIA DA LIBERDADE, e o dia 1 de Maio, o DIA DO TRABALHADOR, com a proposta de um vasto programa a realizar entre 25 de Abril e 29 Maio.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

COLECTIVA

MAIS NADA SE MOVE EM CIMA DO PAPEL


Centro de Artes de Águeda (CAA), Águeda

Integrada no ciclo 'O desenho como pensamento', a exposição reúne um conjunto amplo de projetos e de artistas que ao longo dos anos têm trabalhado o desenho como um registo transversal às suas práticas, assumindo as mais diversas formas. Assume-se como espaço de reflexão sobre o desenho, a sua prática e versatilidade enquanto território de experimentação, ao mesmo tempo que se afirma como um projeto audaz, educativo e descentralizador, promovendo um encontro entre o público e a arte contemporânea.
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VIVIAN MAIER

STREET PHOTOGRAPHER


Centro Cultural de Cascais, Cascais
A primeira imagem que nos acolhe é um autorretrato: voltarei a ele, porque há uma diferença acentuada no seu trabalho, tanto estético como, digamos, essencial, entre os seus autorretratos e as suas outras fotografias.
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ELISA PÔNE

FALSO SOL, FALSOS OLHOS | 'COMO UMA LUVA'


Galerias Municipais - Galeria Quadrum, Lisboa
O espaço da galeria Quadrum, a sua história e a sua fisicalidade, são o mote projectual de Elisa. Esta dimensão é extrapolada também para o espaço digital, trazendo uma outra camada de leitura do espaço e da presença. Apesar de o contexto pandémico não o evidenciar, e esta ser agora uma estratégia contemplada na adaptação do universo artístico que vivia da presença, a mostra do vídeo num espaço desfasado da exposição in loco não é resultado de uma adaptação, mas de uma vontade.
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PEDRO BARATEIRO

O MEU CORPO, ESTE PAPEL, ESTE FOGO


Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, Almada
Quando Merleau-Ponty falava da unidade das coisas, no espaço, referia-se a ela como se de um pequeno mistério se tratasse. O pensador perguntava, mais ou menos, o seguinte: “Como é que o sabor, o cheiro, a cor, o som das coisas, tão diferentes entre si, poderão ser entendidas como pertencendo única e exclusivamente a uma mesma coisa?"
LER MAIS CARLA CARBONE

COLECTIVA

MIRA | ON


MIRA, Porto
Se, no início do século XXI, o lugar da tecnologia no campo artístico constituía objeto de discussão e algum desconhecimento, ao longo do último ano a importância da sua validação manifestou-se à escala global. A pandemia do SARS-CoV2 é uma situação sem precedentes, cujas inúmeras incertezas e interferências nos mais diversos campos da vida humana exacerbaram a necessidade de recorrer às práticas tecnológicas, nomeadamente no âmbito do desenvolvimento e da subsistência da cultura e da arte.
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VASCO ARAÚJO

PATHOSFORMEL


Escola das Artes | Universidade Católica do Porto, Porto
Pathosformel transporta-nos para um espaço de encontros e de memórias, onde mitos da Antiguidade Clássica e figuras da Renascença confrontam a realidade e o homem contemporâneo. Assumindo-se como um espaço de crítica, de questionamento e de reflexão sobre a condição humana através do olhar do outro, Pathosformel explora conceitos e definições de identidade, sem esquecer a complexidade e ambiguidade das relações interpessoais e da relação entre o sujeito e o mundo.
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CRISTINA ATAÍDE

DAR CORPO AO VAZIO


Museu Coleção Berardo, Lisboa
Dar corpo ao vazio revela-se como uma jornada de conhecimento existencial do ser humano. Através do ver, do sentir e do estar na natureza, Cristina Ataíde proporciona ao espetador um caminho transcendental.
LER MAIS JOANA CONSIGLIERI