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TRABALHADORES DO LOUVRE RETOMAM GREVE E MUSEU FICA PARCIALMENTE ABERTO2026-01-06Os trabalhadores do Louvre, em Paris, reunidos ontem de manhã em assembleia geral, votaram por continuar a greve para protestar contra as condições de trabalho no museu mais visitado do mundo, que permanece "parcialmente aberto". "Cerca de 350 pessoas, de diferentes profissões - administração, conservação, funções de apoio - votaram, por unanimidade", pela retomada do movimento iniciado antes das festas de fim de ano, disse à agência noticiosa AFP Valérie Baud, representante da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT). A direção do Louvre, contactada pela AFP, precisou que o museu estaria aberto "parcialmente, com o percurso obras-primas", que inclui a pintura renascentista de Mona Lisa, e as esculturas antigas Vénus de Milo ou a Vitória de Samotrácia. "O museu está aberto. No entanto, devido a greves públicas, algumas salas de exposição permanecerão fechadas. Pedimos desculpas pelo inconveniente", é a mensagem deixada no 'site' oficial do museu parisiense. A greve, iniciada a 15 de dezembro, foi suspensa a 19 de dezembro, mas a intersindical tinha marcado uma reunião com os trabalhadores para hoje, com o fim de decidir o futuro do movimento, considerando que "não houve avanços suficientes" nas negociações com o Ministério da Cultura francês. Os funcionários estão mobilizados para protestar contra a falta de pessoal, nomeadamente para a vigilância das salas, contra o aumento das tarifas para os turistas não europeus - uma medida que entra em vigor a 14 de janeiro - ou ainda contra a degradação do edifÃcio, evidenciada pelo roubo de oito jóias da Coroa francesa a 19 de outubro. As jóias, estimadas em 88 milhões de euros, continuam desaparecidas, apesar da detenção dos quatro alegados autores. Outros incidentes tornaram recentemente evidentes as carências do museu mais visitado do mundo (nove milhões de entradas em 2024): o encerramento de salas, devido à fragilidade de vigas do edifÃcio, e a inundação da biblioteca de antiguidades egÃpcias, provocada pelo rompimento de um cano, ocorrida no final de novembro. O ministério prometeu, nomeadamente, a anulação de uma redução de 5,7 milhões de euros nas dotações públicas ao Louvre e o recrutamento e revalorização salarial, considerados ainda insuficientes pelos sindicatos. O pré-aviso de greve para ter inÃcio hoje já tinha sido emitido em conjunto pelos sindicatos CFDT, CGT e SUD, caso persistisse a ausência de resposta à s reivindicações dos trabalhadores. Segundo as agências internacionais de notÃcias, estima-se que um dia de encerramento do Louvre resulte numa perda de receitas de aproximadamente 400 mil euros. O museu tem uma capacidade máxima de 30 mil visitantes por dia. |














