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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Hafid Lhachmi - ADAGP Paris, 2026.


Histórias Negras (2019) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Abriendo Paso (2023) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Autorretrato (2025) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Hafid Lhachmi - ADAGP Paris, 2026.


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Hafid Lhachmi - ADAGP Paris, 2026.


Landscapes (2025) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Apuntes para una história (2022) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Un chino llega a Matanzas… (2015) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Protect at all Cost de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Hafid Lhachmi - ADAGP Paris, 2026.


Dibujo intercontinental (2017) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


All Colors (2025) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Hafid Lhachmi - ADAGP Paris, 2026.


Saberes (2026) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Saberes (2026) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Joy is power (2026) de Susana Pilar. Vista da exposição Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Hafid Lhachmi - ADAGP Paris, 2026.


Vista da exposição de Susana Pilar, Not Alone, Galleria Continua, Paris. © Filipa Bossuet

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ARQUIVO:


SUSANA PILAR

NOT ALONE




GALLERIA CONTINUA (PARIS - MARAIS)
87 rue du Temple
75003 Paris

16 JAN - 10 MAR 2026


 

A artista atravessa.

A mulher atravessa.

A mulher negra atravessa.

 

Not Alone, de Susana Pilar Delahante Matienzo.

 

 

Com a Galleria Continua Paris, o encontro está mais do que marcado. Faz parte da rotina de se caminhar pela Rue du Temple, a interminável Rue de Rivoli e a Place de la Repúblique carregada de posicionamentos políticos sociais, de reivindicação do espaço público.
É daqueles espaços artísticos em que as possibilidades de nos colocar a refletir sobre o que se viu são muito profundas. Os artistas são celebrados e assim se continua a caminhar.

Palinytsia (2022) de Zhanna Kadyrova, Espinário (2024) de Yoan Capote e agora Susana Pilar Delahante Matienzo.

Not Alone é o nome da exposição individual, patente na Galleria Continua Paris até dia 10 de março de 2026.

Susana Pilar Delahante Matienzo presenteia-nos com um conjunto de obras de arte de pesquisas que se transformam com a apresentação de novas criações. O desenvolver do seu corpo e presença, em Not Alone, as salas e corredores abertos da galeria que compreendem a mostra, formam uma instalação gigante em que continuar é o movimento que faz a intenção.

Susana Pilar Delahante Matienzo, para que a existência perdure, declara, em conversa no espaço expositivo com a curadora N'Goné Fall, que para além de sentir no corpo sem parar, desenha com a mente até ao dia da apresentação e, por vezes, no papel, como os gestos definirão a intenção. Estes esboços são desenhos e esculturas que também estão em exibição.

Apuntes para una historia (2022), uma série de desenhos a grafite nascidos da intercessão entre a prática da artista e as representações do mar pelo artista italiano Serse.

Sobre o papel, mãos atrás das costas se expandem vibrando o corpo; a linha nigra e mamilos que são desejo, nutrição e amor; furações, florestas, desestruturações; mar imenso; barcos improvisados; crânios; escravatura; narizes, bocas, olhos e sobrancelhas salientes. Onze possibilidades, onze histórias, talvez uma ou infinitas para serem contadas da direita para a esquerda, da esquerda para a direita ou apenas em uma nota.

Tendo o mar como elemento simbólico das migrações, estas obras constituem-se notas para uma história ainda por reescrever.

Susana Pilar encaminha para essa brilhante noção de que o caminho também é a obra.

Deparei-me com a obra da artista pela primeira vez pelos caminhos digitais. Uma performance, parte do solo show No necesitamos muros (2023) no espaço FOROF, em Roma.

Perante caminhadas que desvirtuam, a sua performance Abriendo Paso (2023) trouxe-me à escuridão de que necessitava.

Uma parede de barro ergue-se diante da performer. Desconstruindo paredes, cavando, fazendo buracos, escalando. Carregada de expressão, arranca, amassa…os movimentos do seu corpo não cessam. Susana Pilar age com toda a sua estrutura, cada gestualidade é uma possibilidade de atravessamento. Feita a performance:

A artista atravessa. A mulher atravessa. A mulher negra atravessa.

Três anos depois, em Paris, a oportunidade de contemplar presencialmente a escultura em bronze que emergiu da performance. Exposta num dos espaços de passagem da galeria, de um ambiente para outro da exibição - que marcam tempos e transições simbólicas sobre a forma como Susana Pilar entende a sua prática, a figura denominada Abriendo Paso (2023).

Na escultura de cor cinza estão impressas as impressões digitais, as corporalidades da artista que também são barro - documentando e eternizando os caminhos abertos.

A travessia torna-se monumento.

Em meio às sensações que as obras de arte que nos tocam produzem, cabe contextualizar os termos em que a performance é estruturalmente apresentada. O impossível surge em diálogo com a história da Basílica Ulpia — local ligado à administração da justiça, à vida política e económica do império romano, isto é, do poder, hierarquia e domínio territorial. Espaço onde, através do ato público de "manumissio", os romanos escravizados podiam recuperar a sua liberdade.

O espaço cultural FOROF, em Roma, está construído sobre as ruínas da antiga basílica.

O texto que acompanha a escultura informa também que o tema da libertação dos escravos romanos ecoa a escravatura nas Américas, um assunto caro à artista, uma vez que os seus antepassados foram levados à força do Congo, Serra Leoa e China, para a América.

Na escultura Abriendo Paso (2023), os braços não são aparentes; talvez se expandam na estrutura criada pelos caminhos abertos. Ou foram decepados — facto histórico, como punição durante a colonização belga de Leopoldo II, no século XIX e início do XX.

As intenções poderiam ter sido ainda mais intensificadas se a expografia da exibição Not Alone na Galleria Continua Paris compreendesse as várias dimensões que as obras trouxeram e trazem dos diferentes momentos e vertentes artísticas em que foram apresentadas. A galeria tem uma arquitetura muito específica, interessante, mas permite ruídos que devem ser evitados, principalmente, pensando na potência dos trabalhos extraordinários dos artistas representados.

É o caso de Histórias Negras (2019), obra performática apresentada pela primeira vez na Bélgica, em Ghent, no espaço de arte contemporânea KIOSK [1] e depois no Senegal, na Bienal de Dakar (2022). 

Com as mãos atrás das costas, Susana Pilar faz origamis com os pés evocando o poder dos seus antepassados, através do conhecimento da sua própria história e colocando o corpo como arquivo. Aqui, Susana já apresentava a investigação sentida não só pelo facto histórico. É uma obra de arte sobre racismo, violência e os limites do corpo, como a mesma indica.

Instalada na Galleria Continua, é possível assistir ao momento da performance numa pequena tela, criando um espaço energético com os origamis espalhados pelo chão. São origamis em papel preto. No chão é possível observar barcos, aviões e elementos que permeiam outras possibilidades que as imagens que se tornam automáticas no cérebro, por vezes, impedem-nos de imaginar.

 

Histórias Negras (2019), Susana Pilar.

 

Feito com os pés e nas manualidades do bordado, tricô, pintura, barro e origami. No andar térreo da galeria, uma sala com os tecidos de seda coloridos suspensos, que envolvem toda essa memória, estão instalados em Un chino llega a Matanzas… (2015). A artista escreve textos-poemas para o seu trisavô homenageando as comunidades chinesas em Cuba, escravizadas nos campos de seda.

 

Abro mis venas
y sigo buscando
el modo de navegar de vuelta

(Trecho do poema de Susana Pillar)

 

É urgente, necessário, ver também as obras Dibujo intercontinental (2017), All colors (2025), Livre (2025) e Not forgotten (2026).

Parece que La Réunion veio para ficar, assim como, Kont pa si bato mon frèr pou sot la rivièr (2011). Susana Pilar desenvolveu esta obra de vídeo, uma oportunidade para reaver a performance que apresentou durante a terceira edição da Biennale Arts Actuels Réunion.

Encostada à parede com um espelho à frente do seu corpo virado para o espectador, num movimento reflexivo da cabeça aos pés, em que as paredes, muros, participam com o seu peso histórico e arquitetónico. Durante a performance e ao ver-se o vídeo, cada um poderá fazer as suas próprias reflexões olhando ao espelho.

 

Susana Pilar, Kont pa si bato mon frèr pou sot la rivièr (2011). Frame do vídeo da performance, Ile de la Réunion, France. 

 

Ainda sobre Abriendo Paso (2023), a fisionomia presente na escultura que rapidamente remete para a utilização da artista do próprio corpo como elemento artístico, não só pela referência à performance, mas também pela obra Autorretrato (2025). Obra de 316 x 150 cm, de um desenho em grafite sobre papel, inspirada na performance Protect it at all costs realizada pela autora das obras no dia da inauguração da exposição. Colocando novamente sobre a energia do espaço a ideia de que um corpo presente transforma e reestrutura na resiliência de ser.

São linhas de grafite intermináveis definidas por contornos salientes nos pés, nos braços, no umbigo, nos mamilos, na expressão facial e no cabelo. Vivem em interação com traços mais ténues, suaves - quase como cicatrizes - que formulam um corpo insurgente. Corpo convocado.

Esse corpo pisa numa bola que parece conter bórea e flora.

Ao lado, num plinto branco, um balão da mesma cor cheio, escrito a preto Protect at all Cost assinado por Susana Pilar. O balão branco parece estático, mas a memória presente na escrita de que alguém movimentou esse objeto, cria uma certa atmosfera de possibilidades em que a ação do balão é imaginada por quem vê.

A relação entre as obras ao longo da exposição Not Alone não é uma questão de parecença, porque seria um pensamento demasiado desfasado de sentido, mas de intenção que se prolonga, muitas vezes, em identificação. O que faz questionar, o quão importante, revelador e extraordinário é a criação que se desenvolve a partir da noção da vulnerabilidade. Um campo onde o impossível é sempre desbloqueado.

Pensando na cronologia de trabalhos de Susana Pilar, o cabelo é muito importante no seu pensamento.

As experimentações que se dão na consciencialização do que se cria, surgem de vários meios muito depois compreendidos. Susana Pilar criou um canal no Youtube intitulado Soy Afro, Soy Natural, em que - como o nome indica - reivindicando a sua identidade enquanto uma mulher negra cubana, de cabelo 4C, realiza um conjunto de vídeos em que partilha as suas experiências de auto-cuidado, em que o seu cabelo é ponto de partida.

No entendimento das ações simbólicas aqui presentes, destaco a resiliência em entender-se em processos de pensamento partilhado, isto é, quando o pensamento se constrói no encontro. Vias de intelectualidade sofisticada.

Até dia 10 de março, é possível ver Joy is power (2026), um vídeo em que Susana capta em plano-detalhe uma gestualidade sua de mexer no próprio cabelo enquanto pensa e/ou de mexer no cabelo para pensar. Estar vivo também pode ser uma experiência de nutrição de esperança.

Na exposição Achievement [2], exibida na Secession, Viena, Áustria, em 2024, Susana Pilar Delahant, para além de nutrir a cúpula do edifício cobrindo as folhas douradas com collants pretos da marca Palmers instaladas num nó Bantu (sendo possível sentir a memória nas folhas de louro), criou um conjunto de imagens usando a inteligência artificial para destacar sucessos históricos reais de mulheres negras que não foram registados com imagens.

 

Registo do livro Secession sobre o trabalho de Susana Pilar. © Filipa Bossuet

 

Em Paris, na Galleria Continua, uma obra em inteligência artificial - que para alguns poderá ser a última sala - em que das águas sai uma mulher negra que se volta a virar para o mar e acompanha a chegada de outras tantas mulheres negras das águas. Caminha com elas, no sentido do espectador. São expressões diferentes em corpos diferentes. Obra que faz voltar a ver a série de vídeos instalação ISLAS (2014) exibida no âmbito da exposição BALA PERDIDA [3], em fevereiro de 2017, na Galería Villa Manuela da UNEAC.

Em ISLAS (2014) Susana Pilar Delahante Matienzo, rodeada por água, faz a gestualidade de sair e regressar das águas, como um processo de memória, rememoração. Da Islândia até à Martinica. Aqui a linguagem se expande, como acontece com a palavra “volver” ou o termo ouvido em algum lugar “transtocar”. Em vários gestos realizados em momentos diferentes se volta a ver e transcende-se o toque, no toque.

O Youtube e a Inteligência Artificial são utensílios utilizados por Susana Pilar para ativar a partilha de tecnologias ancestrais de pensamento sofisticado. Transtoca-se a tradição oral como arquivo em movimento. Neste texto-convite pensa-se também sobre a dissertação de mestrado Mankaka Kadi Konda Ko: Arte Contemporânea e Pós-memória [5], defendida na Universidade Nova de Lisboa FCSH.

Fica o desafio, de como a utilização de determinados utensílios - que não são fontes, não são veículos, muito menos algo espiritual - da qual dificilmente se coloca as mãos no fogo, podem cumprir para o desenvolvimento de passos de vitalidade.

Esse corpo materno é refletido na obra Landscape (2025).

A partir das cicatrizes do parto cria uma série de fotografias, desenhos e pinturas.

Esta obra atinge a violência obstétrica, a descredibilização da dor do aborto induzido, espontâneo. Da violação, da falta de cuidado, das vacinas para recém-nascidos que têm um pai ou uma mãe “de cor”, o direito à autonomia reprodutiva. Atinge as políticas económicas, o acesso à saúde, o racismo estrutural sobre as relações interpessoais. Atinge sempre os mesmos corpos. Acolhe arrepios, esperança, amor, vitalidade.

Susana Pilar atravessa tudo isso com uma fenda na parede entre fotografias, pinturas e desenhos da sua cicatriz de cesariana.

 

Saberes (2026), Susana Pilar.

 

E convoca o olhar ao redor, com Saberes (2026). Uma instalação com uma estrutura de pedras com terra cultivada com plantas, plantas medicinais, relva. Um ecossistema inimaginável por onde podemos caminhar entre.

Sobre as reticências dos textos que acompanham as obras, compreendendo-se as sensações que os espaços trazem e as contradições que podem existir, é dito: um jardim botânico composto por plantas medicinais, cujos benefícios foram transmitidos de geração em geração, e por plantas silvestres. Tal como o consultório ao ar livre de um curandeiro tradicional afro-caribenho, a instalação presta homenagem aos conhecimentos ancestrais africanos e ao hábito da artista de se curar com as plantas medicinais espontâneas que encontrava em Cuba.

Susana Pilar Delahante Matienzo não pode trazer fisicamente para a Europa as plantas medicinais que conheceu toda a vida. Convida a que se trabalhe com os acessos que existem, para que a vitalidade permaneça e transforme.

 

 

 

Filipa Bossuet
É o culminar do interesse pelas artes, jornalismo e tudo o que me faz sentir viva. Nasci em 1998, sou uma mulher do norte com memórias do tempo em Lisboa. Guiada pela sede de informação e pesquisa autónoma licenciei-me em Ciências da Comunicação e penso também sobre as influências dos estudos de mestrado em Migrações, Inter-Etnicidades e Transnacionalismo, criando um diálogo e questionamento entre os campos do saber. Colaborei como jornalista estagiária no Gerador, uma plataforma independente de jornalismo, cultura e educação, e no Afrolink, uma rede online que junta profissionais africanos e afrodescendentes residentes em Portugal. Utilizo performance, pintura, fotografia e vídeo experimental para retratar processos identitários, negritude, memória e cura. O meu trabalho transdisciplinar tem sido apresentado em espaços como a Bienal de Cerveira, Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), Teatro do Bairro Alto, Festival Iminente e o Festival Alkantara.

 

:::

 

Notas

[1] Body Present (2019), Susana Pilar Delahante Matienzo em KIOSK.
[2] Achievement (2024), Susana Pilar Delahante Matienzo em Sessecion.
[3] BALA PERDIDA (2017), Susana Pilar Delahante Matienzo em Galeria Villa Manuela.
[4] BALA PERDIDA (2017), Susana Pilar Delahante Matienzo em Galeria Villa Manuela.
[5] Mankaka Kadi Konda Ko: Arte Contemporânea e Pós-memória, Filipa Bossuet, 2024.
 



FILIPA BOSSUET