|
|
QUATRO OBRAS DE ARTE DE ANTONELLO DE MESSINA ROUBADAS NA SICÍLIA2026-08-17Quatro obras do pintor renascentista italiano Antonello de Messina foram roubadas do MuMe - Museu Regional Interdisciplinar de Messina, na Sicília, no nordeste de Itália, durante a noite de sábado. Segundo a agência de notícias italiana ANSA, foram roubadas três das cinco pinturas que integram o célebre Políptico de São Gregório e uma pequena pintura com a Virgem e Cristo em Pietà, que foi retirada diretamente do interior de uma vitrina blindada. Para realizar o roubo, os ladrões entraram nas salas de exposição, contornando os sistemas de alarme e as medidas de segurança do museu, que conta com várias câmaras de vigilância e um "sofisticado sistema de alarme", além de vigilância noturna. O crime terá ocorrido por volta das 21h50 locais. As autoridades italianas estão agora a analisar várias hipóteses, incluindo a possibilidade de as obras terem sido roubadas por encomenda para o mercado negro de arte. De acordo com a ANSA, os investigadores acreditam que os suspeitos poderão ter atuado a pedido de algum comerciante de arte. Além disso, estão também a ser realizadas averiguações para determinar se o sistema de alarme estava a funcionar corretamente. Em comunicado, a diretora do MuMe, Marisa Mercurio, afirmou que o roubo das peças de arte "é uma grande perda para o museu, para a cidade, para a comunidade e para o mundo da arte". "Estamos consternados com o que aconteceu. Eram duas das obras mais importantes e conhecidas de Antonello da Messina. É uma grande perda para o museu, para a cidade, para a comunidade e para o mundo da arte", declarou. "Infelizmente, conseguiram contornar os sistemas de alarme e todos os sistemas de segurança", acrescentou. Já o presidente da Câmara Municipal de Messina, Federico Basile, manifestou "profunda preocupação e consternação" pelo roubo. "Antonello é Messina e Messina é também Antonello", afirmou. "Estou profundamente indignado com o roubo de quatro obras de Antonello do Museu Regional. Estou ainda mais indignado porque este roubo foi cometido precisamente enquanto a cidade celebrava a Vara, no final de um dia vivido com serenidade, marcado pela dor pelas vítimas de Pistunina e pelo sentido mais profundo da nossa identidade", declarou. Para o autarca, que descreveu o roubo como "um ato criminoso gravíssimo", "foi atingido um património que pertence a todos os habitantes de Messina". |















