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IMPONENTE ESCULTURA DE BRONZE DE LAOCOONTE VENDIDA POR 13,6 MILHÕES

2026-07-03




Trata-se de uma peça monumental, uma das esculturas mais icónicas da Antiguidade, que alcançou um resultado igualmente impressionante em leilão. Uma réplica em tamanho real em bronze de “Laocoonte e dos seus filhos” foi leiloada na Sotheby's de Londres, tendo arrecadado o valor de 13,6 milhões de libras, incluindo o prémio do comprador.

O preço final do leilão, que consistia num único lote, superou em muito a estimativa pré-venda de 2 a 3 milhões de libras, tornando-a a escultura neoclássica mais valiosa alguma vez vendida em leilão. Quatro colecionadores de todo o mundo disputaram a obra antes de um comprador, estreante no mercado dos Mestres Antigos, sair vitorioso, segundo a Sotheby's.

O vencedor levará para casa um tesouro que une a arte clássica ao notável engenho técnico. O Laocoonte original emergiu do solo em Roma, em 1506, apresentando em mármore uma cena do mítico sacerdote troiano e dos seus filhos a travar uma batalha com uma serpente mortal. Séculos mais tarde, em 1797, foi realizada uma réplica em gesso da obra no Museu Napoleão, em Paris, depois de o líder francês a ter reclamado ao abrigo do Tratado de Tolentino. Em 1817, o escultor francês Auguste-Jean Marie Carbonneaux, a pedido do colecionador britânico George Watson-Taylor, criou quatro versões em bronze a partir desta réplica, que captaram a grandeza atormentada do antigo original em mármore.

Dos bronzes sobreviventes, um está no Parlamento Francês e outro em Houghton Hall, no Reino Unido. O exemplar da Sotheby's chegou após uma longa e sinuosa viagem.

Watson-Taylor, sem condições para suportar os custos da encomenda, colocou o Laocoonte de bronze em leilão na Phillips em 1821. O romancista William Beckford foi o primeiro a adquirir a escultura, que passou posteriormente pelas coleções e residências do Duque de Buckingham e Chandos e do Duque de Hamilton. Em 1882, foi vendida juntamente com o restante espólio de Hamilton num leilão de 17 dias na Christie's. O comprador foi o industrial Thomas Merthyr Guest, cuja família manteve a obra até aos dias de hoje. Este último leilão marca o regresso da escultura ao mercado após 150 anos.

"É um troféu, e a sua proveniência coloca-a entre as esculturas mais importantes alguma vez oferecidas no mercado da arte", afirmou Christopher Mason, director europeu de escultura e obras de arte da Sotheby's, antes do leilão. "De certa forma, a história por detrás desta obra é tão importante como o próprio objeto."


Fonte: ArtnetNews