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GRETA THUNBERG BANIDA DE VENEZA DEPOIS DE LIBERTAR CORANTE VERDE NO GRANDE CANAL

2025-12-02




Greta Thunberg e três dezenas de membros do grupo ambientalista Extinction Rebellion tingiram na segunda-feira o Grande Canal de Veneza de verde-limão para protestar contra o escasso progresso que os governos de todo o mundo têm feito no sentido da eliminação gradual dos combustíveis fósseis.

A manifestação aquática do Extinction Rebellion, que fez com que a Cidade das Ãguas se assemelhasse ao Dia de São Patrício em Chicago, foi um dos vários protestos em lagos, fontes e vias navegáveis em 10 cidades de Itália após a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30) no Brasil.

Além de libertar o corante não tóxico fluoresceína nos canais de Veneza, Thunberg e a sua equipa penduraram uma faixa com as palavras "Parem o Ecocídio" na Ponte Rialto. Vestiam também roupas vermelhas com véus sobre o rosto e transportavam instrumentos numa espécie de marcha fúnebre que lamentava o fracasso dos membros da COP30 em concordar com a imposição de limites ao consumo de combustíveis fósseis.

Os Estados Unidos nem se deram ao trabalho de comparecer na conferência, e a União Europeia ameaçou vetar um acordo enfraquecido antes de assinar um pacto que ainda era amplamente criticado por não reduzir as emissões de gases com efeito de estufa tão rapidamente como algumas nações desejavam. "Vamos pintar simbolicamente de verde as águas de Itália, muitas contaminadas diariamente por indústrias apoiadas pelo nosso próprio governo, porque este é o mundo para onde as atuais políticas climáticas nos estão a arrastar", disse uma ativista do Extinction Rebellion identificada como Selene em comunicado.

As autoridades locais não acharam graça às travessuras dos ativistas. Thunberg e outros 35 ativistas receberam uma proibição de 48 horas de entrar na cidade do nordeste de Itália e uma multa de 174 dólares. Luca Zaia, governador da região que engloba Veneza, disse ao Independent que a campanha foi "um ato desrespeitoso para com a nossa cidade, a sua história e a sua fragilidade".

Mas Veneza tem sido particularmente vulnerável às consequências do aquecimento global. A cidade tem sofrido inundações mais frequentes devido às tempestades e à subida do nível do mar, acontecimentos conhecidos como "aqua alta". A Piazza San Marco, a principal praça pública de Veneza, foi submersa cerca de 250 vezes por ano nesta década. Alguns especialistas estimam que Veneza poderá desaparecer no mar até 2100, o que parece ser um problema maior do que os canais temporários com um tom verde-fantasma.


Fonte: HyperAllergic